Carlos Jaramillo, especialista em longevidade: "O cérebro não envelhece por causa dos anos, mas sim pela falta de uso que lhe damos"
Na era da multitarefa, a atenção é afetada, o que faz parte da deterioração neuronal do cérebro.
A passagem do tempo não é o único fator que marca a idade do cérebro; o envelhecimento mental é um processo em que diversos fatores entram em jogo. "O cérebro não envelhece necessariamente por causa dos anos; ele envelhece por causa da inflamação, da falta de uso e da falta de estímulo. E esse é o primeiro erro: confundir estar ocupado com estar estimulado", afirma o Dr. Carlos Jaramillo, especialista em longevidade.
A vida cotidiana pode ser desgastante. A sobrecarga de estímulos à qual as pessoas são submetidas, especialmente pelas redes sociais, faz com que padrões sejam repetidos constantemente. Tarefas mecânicas, como rolar a tela sem parar, consumir conteúdo em ritmo acelerado e assistir a vídeos muito curtos, são exemplos de hábitos que podem prejudicar o cérebro sem que isso seja percebido.
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Entenda o que o especialista em longevidade quis dizer
"Ficar constantemente no celular ou no computador, respondendo mensagens, assistindo ao noticiário e rolando a tela significa repetir a mesma rotina mental todos os dias — e isso não nutre o cérebro; pelo contrário, pode deixá-lo menos ativo", explica o médico. "Esse tipo de atividade reduz a capacidade do cérebro de se adaptar e se transformar, o que é conhecido como neuroplasticidade", acrescenta.
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