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Cannabis medicinal se destaca no tratamento da dor crônica

De acordo com dados da consultoria Kaya Mind, mais de 672 mil brasileiros já utilizam cannabis medicinal

19 nov 2025 - 16h42
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Ortopedista explica como a combinação entre THC e CBD pode aliviar a dor, melhorar o sono e reduzir o uso de opioides e anti-inflamatórios

A dor crônica, caracterizada por sintomas que persistem por mais de três meses, é uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho em todo o mundo. Porém um tratamento vem se destacando nos últimos anos. De acordo com dados da consultoria Kaya Mind, mais de 672 mil brasileiros já utilizam cannabis medicinal.

Foto: Revista Malu

A composição da cannabis medicinal

A cannabis medicinal refere-se ao uso da planta Cannabis sativa para fins terapêuticos. Ela contém centenas de compostos ativos chamados canabinoides, que interagem com o organismo humano de diversas formas. Entre eles, destacam-se dois principais: o tetra-hidrocanabinol (THC), que atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a percepção da dor e proporcionando relaxamento. E o canabidiol (CBD), conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e ansiolíticas.

"A inflamação está na origem da dor, e o CBD ajuda a controlá-la. Já o THC cria uma dissociação, a dor pode continuar lá, mas o paciente passa a lidar melhor com ela", detalha o Dr. José Wilson, ortopedista e presidente da Associação Pan-Americana Multidisciplinar de Endocanabinologia (APMC) e palestrante da ExpoCannabis.

Efeitos

O médico explica que os efeitos terapêuticos da cannabis ocorrem por meio de sua interação com o Sistema Endocanabinoide (SEC). Um complexo sistema fisiológico presente em todo o organismo, responsável por regular funções como dor, sono, humor, apetite e imunidade. "O SEC é o sistema que mantém o equilíbrio do corpo, a chamada homeostase. Eu costumo dizer que ele funciona como um equalizador, ajustando o tom e a intensidade dos instrumentos, que, no caso, são os outros sistemas fisiológicos", compara o Dr. José.

Os fitocanabinoides, como o THC e o CBD, mimetizam as moléculas desse sistema, ajudando o corpo a restabelecer seu equilíbrio em situações de dor, inflamação ou estresse. Além de agir sobre os mecanismos da dor, o CBD contribui para o equilíbrio emocional e o bem-estar. "Pacientes com dor crônica quase sempre apresentam ansiedade, distúrbios do sono e fadiga. O uso do canabidiol melhora a qualidade do sono, prolonga o sono REM (fase de descanso profundo) e reduz as interrupções noturnas. Quando o paciente dorme melhor e está menos ansioso, já se observa um impacto positivo sobre a dor", acrescenta o Dr. José.

Ajuda além da dor

A utilização de canabinoides também pode ajudar na redução do uso de medicamentos tradicionais, como os anti-inflamatórios e os opioides. "Os anti-inflamatórios não hormonais são úteis, mas o uso prolongado pode trazer efeitos colaterais importantes, principalmente renais e gástricos. Já os opioides, como a morfina, têm alto potencial de dependência e tolerância. A cannabis medicinal permite reduzir significativamente o uso dessas substâncias, com bons resultados clínicos e menos riscos ao paciente", afirma o ortopedista.

Para o especialista, a cannabis medicinal representa uma nova fronteira no manejo da dor, unindo eficácia terapêutica, segurança e benefícios adicionais à saúde mental e ao bem-estar. "Quando bem indicada e acompanhada, ela não apenas reduz a dor, mas devolve ao paciente a qualidade de vida que a dor crônica muitas vezes tira", conclui.

Revista Malu Revista Malu
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