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Byung-Chul Han, filósofo: "O amor não nos torna cegos, mas visionários"

Filósofo sul-coreano reflete sobre o amor em tempos de consumo, narcisismo e relações superficiais

13 mai 2026 - 14h06
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JLco Julia Amaral/Shutterstock
JLco Julia Amaral/Shutterstock
Foto: Minha Vida

O amor se transformou em mais um objeto de consumo. Byung-Chul Han reflete sobre a proclamação neoliberal da liberdade e o capitalismo que move tudo, e afirma que ele "elimina a alteridade para submeter tudo ao consumo, à exposição como mercadoria", em A Agonia do Eros. 

Segundo sua filosofia, vivemos em uma sociedade narcisista. Uma sociedade depressiva e consumista. Uma sociedade exausta. E o amor não está imune a isso. Han afirma que a sociedade atribuiu a ele o papel de produto de consumo, algo muito semelhante ao que Zygmunt Bauman expõe em seu famoso Amor Líquido.

O problema disso é que as relações se tornam mais frágeis, difusas e egocêntricas. Como explicava Han em seu livro, não olhamos para os outros para aprofundar uma relação, mas como se aquela pessoa fosse mais um objeto a ser consumido. 

Basta olhar para o Tinder, uma suposta "rede social" que, na realidade, funciona como uma vitrine de corpos e rostos, assim como uma prateleira cheia de roupas em uma loja. Ambos compartilham a mesma lógica: estamos prontos para ser consumidos.

A isso se soma o fato de que, para Han, na sociedade em que vivemos estamos cada vez mais parecidos uns com os outros. Ou, ao menos, tentamos estar. Rostos iguais, estilos de vida iguais, pensamentos iguais. Como ovelhas que fazem parte de um rebanho, mas perderam sua individualidade. 

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