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Blaise Pascal, filósofo: "Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos eles se perdem em algum ponto do caminho"

Há hoje uma preocupação crescente com o bem-estar, mas é comum confundir o prazer imediato com a verdadeira felicidade

17 jul 2026 - 14h10
(atualizado em 18/7/2026 às 12h01)
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Foto: Minha Vida

Blaise Pascal nasceu em Clermont-Ferrand, em 1623. Como matemático e físico, conciliou a pesquisa científica com reflexões sobre a condição humana. Quatro séculos depois, seus pensamentos como filósofo permanecem atuais, e um dos exemplos mais conhecidos é sua célebre citação: "Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos se perdem em algum ponto do caminho".

O pensamento de Pascal deriva de uma observação sobre a natureza humana que continua válida: todos desejam ser felizes. Afinal, ninguém age com a intenção de ser infeliz.

No entanto, nesse percurso em que a felicidade é o objetivo, "o presente nunca nos satisfaz, a experiência nos seduz e, de infortúnio em infortúnio, chegamos à morte", escreve ele em seu livro Pensamentos.

Isso ocorre porque muitas vezes não se consegue alinhar a ideia de felicidade com o caminho para alcançá-la. Para Pascal, o erro está em buscar a felicidade nos bens materiais e em confundir o prazer passageiro com a felicidade duradoura. 

Não se trata da mesma coisa, nem produzem os mesmos efeitos. Essa constatação era válida no século XVII e continua sendo no século XXI.

Prazer e felicidade não são a mesma coisa

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