Lipoaspiração: da retirada de gordura ao contorno muscular, a cirurgia muda vidas
A lipoaspiração, procedimento cirúrgico criado nos anos 1970 para remover gordura localizada, se transformou radicalmente nas últimas décadas. “Se antes o foco era apenas a retirada do excesso adiposo, hoje a cirurgia se tornou uma ferramenta poderosa de escultura corporal – revelando músculos, promovendo simetria e, em algumas técnicas, até estimulando o aumento de massa muscular”, explica o cirurgião plástico Romero Almeida, diretor da Clínica Moderna Sculpt, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e integrante da Brazilian Association of Plastic Surgeons (BAPS).
Dados recentes da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) revelam que a lipoaspiração ultrapassou a mamoplastia de aumento e se consolidou como a cirurgia plástica estética mais realizada no mundo: foram mais de 1,9 milhão de procedimentos em 2021. “Hoje, não falamos apenas em remover gordura. Falamos em esculpir o corpo, valorizar a anatomia individual e, em muitos casos, proporcionar uma autoestima renovada”, afirma o especialista.
Ao longo dos anos, a lipoaspiração ganhou diversas modalidades. “A lipoaspiração tumescente, por exemplo, se tornou padrão por permitir a retirada de grandes volumes de gordura com mais segurança, utilizando uma solução infiltrada no tecido adiposo para facilitar a sucção e reduzir sangramentos. Já a lipoaspiração a laser e a ultrassônica agregaram tecnologia para romper células de gordura com menor trauma e, no caso do laser, até estimular a retração da pele – minimizando flacidez no pós-operatório”, diz o médico.