Tratamentos estéticos ajudam a reduzir melasmas
Manchas escuras amarronzadas, principalmente nas bochechas, testa e nariz, podem aparecer não apenas em consequência da exposição excessiva ao sol, mas também devido à produção excessiva de melanina, responsável pela formação de melasma.
Apesar do problema aparecer em indivíduos já predispostos geneticamente, sua causa exata ainda é desconhecida. O que se verificou até agora é que este tipo de mancha atinge principalmente mulheres (em 90% dos casos), a maioria de etnia hispânica, asiática e africana.
"Ultimamente observou-se que até as lâmpadas comuns emitem luzes capazes de estimular a síntese de melanina", explica Fábio Roismann, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Além das áreas do rosto, o médico explica que antebraços e o colo também podem apresentar as manchas, já que são constantemente expostas às radiações ultravioletas.
Antes de definir qual a melhor forma de tratamento, Roismann diz que é importante informar ao paciente todos os detalhes sobre o problema. O primeiro deles é que o melasma dificilmente é removido. "Os pacientes ficam ansiosos para remover as manchas devido ao impacto que elas causam na autoestima deles. Mas esse é um quadro de difícil tratamento, que deve ser realizado de forma continua."
Vale lembrar que as pessoas de pele extremamente sensível à luz são mais suscetíveis a desenvolverem o problema. Portanto, mesmo após dar início ao tratamento para clarear as áreas do rosto manchadas, a sensibilidade à essa exposição continua.
Tratamento
Para amenizar o problema, os tratamentos estéticos podem dar boas respostas. Mas, a definição do melhor método, que pode incluir até a ingestão de medicamentos, vai depender da avaliação médica. "Analisamos o quadro geral do paciente, bem como a profundidade da mancha, o local onde ela nasceu, se há outros fatores além do melasma", comenta Roismann.
Uma das técnicas mais conhecidas para tratar o melasma é o
peeling. Com o objetivo de uniformizar e clarear a pele, esse procedimento possui solução desengordurante, de ácidos e máscara de ativos clareadores. O processo pode durar entre quatro e cinco horas, explica Eveline Sebba, dermatologista da rede Onodera.
"A paciente pode sentir um leve ardor na hora da aplicação, descamação da pele e eritema nos dias seguintes à aplicação, mas o tratamento é totalmente indolor." Em média são realizadas entre quatro e seis sessões, que podem ser semanais, quinzenais ou mensais, dependendo do caso.
"Os
laserse as luzes têm sido outras opções para diminuir esses tipos de manchas. Mas, por causa dos efeitos colaterais, como o risco de piora no aparecimento de melasmas, esses métodos ainda não têm a mesma aderência dos pacientes, isto se levarmos em consideração os outros meios disponíveis no mercado", ressalta Eveline.
Independente da escolha do tratamento, o paciente deve sempre aplicar o filtro solar no rosto e no restante do corpo até três vezes ao dia. Isto porque, as pessoas que desenvolvem este problema, geralmente têm sensibilidade à luz, e assim, a falta de proteção na pele pode levar ao surgimento de novas manchas.
*Dr. Fábio RoismannTimoner- CRM 70776-SP
Agência Hélice,
Especial para o Terra