Pirataria de produtos valoriza grifes famosas, aponta pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo MIT - Massachussetts Institute of Technology - lançou nova perspectiva sobre a questão da pirataria de itens de grifes e marcas de luxo. Segundo o levantamento, mais de 40% dos entrevistados revelou preferir produtos autênticos. A explicação dos participantes pela preferência é a qualidade inferior dos itens falsos e que esses também não substituem os originais.
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"As pessoas normalmente acham que as cópias podem substituir os originais, mas na realidade, os consumidores reconhecem a superioridade dos últimos", disse Renée Richardson Gosline, professora assistente de marketing da Sloan School of Management do MIT, que conduziu a pesquisa durante dois anos e meio batizada de Rethinking Brand Contamination: How Consumers Maintain Distinction When Symbolic Boundaries Are Breached (Repensando a contaminação das marcas: Como consumidores reconhecem as diferenças quando barreiras simbólicas são quebradas).
Mesmo assim a pesquisa aponta risco de alienação de consumidores em potencial, e Gosline sugere que as marcas reforcem a comunicação de seus traços de autenticidade para os consumidores no momento da compra.
Outro dado apontado pela pesquisa é que os consumidores não analisam apenas a logomarca das grifes nos produtos, mas julgam todo o look da pessoa e como esse item se encaixa na produção para determinar se o produto parece ser falso ou não.
A pesquisadora cita o grupo formado no Facebook, "Darling I Can Tell by the Rest of Your Outfit Your Louis Vuitton is Fake" (Querida, eu posso dizer pelo resto da sua roupa que sua Louis Vuitton é falsa).