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Atriz de 'As Branquelas' retira tumor cerebral raro: 'Grata por estar viva'

Busy Philipps descobriu um oligodendroglioma de grau 2 mesmo sem apresentar sintomas neurológicos evidentes e passou por duas cirurgias

27 ago 2026 - 16h10
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Resumo
A atriz Busy Philipps, conhecida por As Branquelas, revelou ter enfrentado duas cirurgias após o diagnóstico de um oligodendroglioma de grau 2, um tumor cerebral raro. Descoberta sem sintomas prévios através de uma ressonância, a lesão de 2,6 cm foi removida com sucesso, exigindo um segundo procedimento devido a uma infecção. Sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia no momento, a artista segue em acompanhamento preventivo e declarou profunda gratidão por estar viva.

Busy Philipps, conhecida por produções como As Branquelas, Dawson's Creek e Freaks and Geeks, revelou que enfrentou um diagnóstico delicado em 2026. Aos 47 anos, a atriz descobriu um tumor cerebral raro e precisou passar por duas cirurgias desde então.

Busy Philipps, de As Branquelas, revelou diagnóstico de um tumor cerebral raro; atriz passou por duas cirurgias e segue em acompanhamento
Busy Philipps, de As Branquelas, revelou diagnóstico de um tumor cerebral raro; atriz passou por duas cirurgias e segue em acompanhamento
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Em entrevista à revista People, Philipps contou que recebeu o diagnóstico em fevereiro, depois que uma ressonância magnética de corpo inteiro identificou uma lesão no cérebro. A investigação mostrou que se tratava de um oligodendroglioma de grau 2.

O período trouxe medo e incertezas para a atriz e sua família, incluindo suas duas filhas. Ao relembrar os últimos meses e tudo o que enfrentou desde a descoberta, Philipps resumiu o sentimento atual: "Sou grata por estar viva".

Tumor foi descoberto mesmo sem sintomas evidentes

Um dos aspectos que chamam atenção no caso é que Busy Philipps não apresentava sinais neurológicos claros, como convulsões, antes de descobrir a alteração.

O tumor tinha aproximadamente 2,6 centímetros e foi retirado em uma cirurgia realizada em 2 de março. A recuperação, entretanto, enfrentou uma complicação: semanas depois, uma infecção por Staphylococcus surgiu na região da incisão, levando a atriz a passar por um segundo procedimento.

Atualmente, Philipps permanece sob acompanhamento médico e realiza exames periódicos para observar uma possível recidiva. Até o momento, sua equipe considerou que ela não precisava realizar quimioterapia ou radioterapia após a retirada do tumor.

O que é o oligodendroglioma?

Apesar do relato da atriz ter chamado atenção para a doença, o oligodendroglioma é considerado um tumor raro. Ele pertence ao grupo dos gliomas, tumores que surgem a partir das células da glia, responsáveis por funções de suporte aos neurônios no sistema nervoso.

Atualmente, a confirmação envolve a identificação de alterações moleculares específicas, incluindo mutações nos genes IDH1 ou IDH2 e a chamada codeleção 1p/19q, relacionada aos cromossomos 1 e 19. Por isso, uma imagem sugestiva não é suficiente: o tecido tumoral também precisa ser analisado.

Existem oligodendrogliomas classificados como grau 2 e grau 3. Os de grau 2, como o diagnosticado em Busy Philipps, geralmente apresentam crescimento mais lento. Isso, entretanto, não significa que sejam benignos.

Quais são os possíveis sinais?

Os sintomas podem variar bastante de acordo com fatores como tamanho e região do cérebro atingida pelo tumor. Convulsões estão entre as manifestações possíveis, assim como dores de cabeça e alterações relacionadas à memória, raciocínio, fala, visão, equilíbrio ou força muscular.

Há, porém, situações em que a doença cresce durante algum tempo sem provocar sinais perceptíveis - como aconteceu com a atriz. Quando existe suspeita, a ressonância magnética é um dos principais exames utilizados na investigação. O diagnóstico definitivo, entretanto, depende da avaliação do tecido obtido por cirurgia ou biópsia e das análises moleculares.

Tratamento depende das características de cada caso

A cirurgia costuma ocupar uma posição importante no tratamento do oligodendroglioma. Sempre que possível, busca-se retirar o máximo da lesão preservando as funções neurológicas do paciente.

O que acontece depois depende de uma combinação de fatores, incluindo idade, localização do tumor, quantidade removida durante a operação e características moleculares encontradas na análise. Em outras situações, radioterapia e quimioterapia podem ser indicadas.

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