Até quando a gestante pode fazer exercícios? Médica responde dúvidas comuns
Após treino de Malu Borges no 9º mês viralizar, especialista explica os benefícios da atividade física durante a gravidez, os cuidados necessários e em quais situações deve ser evitada
Toda vez que uma famosa aparece praticando exercícios durante a gravidez, o assunto gera repercussão entre o público — ainda mais quando já estão com o famoso barrigão. Um caso recente é o da influenciadora Malu Borges, de 29 anos, que publicou um vídeo na academia já no nono mês de gestação. Os registros, novamente, levantaram dúvidas sobre as atividades físicas no período gestacional, como até quando são seguras e quais são os seus benefícios.
Foram essas e outras questões que a Bons Fluidos buscou esclarecer em entrevista com a ginecologista e obstetra Ana Carolina Romanini, membro da Clínica Ginelife. A princípio, a especialista destaca que os treinos são permitidos na maioria dos casos durante toda a gravidez. Além disso, são recomendados devido aos benefícios para o bem-estar da mãe.
"Os exercícios adequados fortalecem a musculatura, melhoram a postura e estimulam a circulação, o que ajuda a reduzir dores na região lombar, edemas nas pernas e a sensação de cansaço", explica.
Romanini cita ainda os impactos para a saúde a longo prazo, como o controle do peso, a saúde cardiovascular, a melhora do humor e a redução do risco de diabetes gestacional e hipertensão. Esses benefícios, principalmente o ganho de resistência e a força muscular do assoalho pélvico, também auxiliam no parto e na recuperação posterior. Ademais, para o bebê, a atividade física está associada a melhor oxigenação, menor chance de prematuridade e desenvolvimento saudável.
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Mas há contraindicações
No entanto, apesar dos efeitos positivos, existem contraindicações. É o caso de gestantes com histórico de cardiopatias, sangramentos persistentes, risco de parto prematuro ou pré-eclâmpsia, que já representam perigo à gravidez. Por isso, a obstetra ressalta a importância do acompanhamento com o médico do pré-natal, responsável por identificar essas condições e evitar complicações.
Fora essas exceções, tanto as mulheres que já se exercitavam antes da maternidade quanto as iniciantes podem manter uma rotina de atividades físicas até o final da gestação. A indicação geral é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física leve a moderada, distribuídos ao longo da semana. São necessários, contudo, ajustes de intensidade e tipo conforme o avanço da gravidez.
"No primeiro trimestre, o foco é respeitar o cansaço e as náuseas. Já no segundo, geralmente há mais disposição, permitindo exercícios mais regulares. No terceiro, priorizam-se atividades leves, com atenção ao equilíbrio, respiração e conforto", aponta Ana Carolina. Além disso, deve-se evitar exercícios de alto impacto, assim como esportes de contato, atividades com risco de queda, movimentos que exigem esforço abdominal excessivo ou apneia.
Como praticar exercícios na gravidez?
Já entre as atividades mais recomendadas para gestantes, a médica cita caminhada, musculação leve, pilates, yoga, hidroginástica e natação. De acordo com Romanini, essas são opções seguras e eficazes, mas é importante que haja a supervisão de um profissional. Ademais, as mães devem manter certos cuidados.
"A hidratação é extremamente importante e deve-se evitar treinos em jejum. Recomenda-se também alimentação leve antes da atividade física e repor líquidos após. Importante: respeitar os limites do corpo e evitar ambientes muito quentes", alerta a especialista.
Em caso de sintomas como dor abdominal, sangramento vaginal, falta de ar intensa, tontura, dor no peito, contrações regulares ou diminuição dos movimentos do bebê, é fundamental interromper o exercício e buscar avaliação médica imediata.
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