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Arlete Salles desabafa sobre preconceito no início da carreira e como superou o preconceito com o sotaque nordestino

Em depoimento marcante no programa Sem Censura, a veterana atriz relembrou o esforço solitário para não ficar aprisionada por estereótipos no início da carreira

27 out 2026 - 17h50
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Resumo
No programa "Sem Censura", Arlete Salles relembrou o preconceito sofrido no início da carreira devido ao seu sotaque pernambucano, frequentemente limitado a estereótipos cômicos. Para superar a barreira e evitar a estagnação profissional, a atriz treinou a própria fala de forma autodidata em casa, já que não havia suporte fonoaudiológico na época. Ela enfatizou que a mudança foi uma estratégia de sobrevivência no meio artístico, mantendo intacto o orgulho por suas raízes nordestinas.

Consagrada como um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, a atriz Arlete Salles abriu o coração durante sua participação no programa 'Sem Censura'. Em um momento de profunda honestidade, a veterana relembrou os obstáculos e o preconceito que enfrentou logo nos primeiros passos de sua carreira artística. Naquela época, a discriminação velada contra artistas vindos do Nordeste era uma barreira constante. Então, para conseguir papeis de destaque e não ficar limitada a estereótipos cômicos na televisão, a anciã precisou tomar uma decisão difícil em relação à sua própria identidade e ao seu sotaque pernambucano. Confira:

Arlete Salles emociona ao revelar como enfrentou o preconceito contra o sotaque nordestino no início da trajetória na dramaturgia. Confira o desabafo da atriz!
Arlete Salles emociona ao revelar como enfrentou o preconceito contra o sotaque nordestino no início da trajetória na dramaturgia. Confira o desabafo da atriz!
Foto: Reprodução YouTube/TV Brasil / Bons Fluidos

O preconceito e a luta solitária sem apoio técnico

Durante o bate-papo, a atriz recordou o incômodo com a forma como o sotaque nordestino era tratado pela indústria do entretenimento da época. Além disso, destacou que não existia o suporte de profissionais de fonoaudiologia como se vê hoje nos bastidores da televisão.

Como revelou a própria em seu emocionante depoimento: "Foi difícil, porque tinha muito humor em cima. Não tinha essa história do politicamente incorreto. E meu sotaque era muito forte. Então percebi que aquilo estava me aprisionando. No início, levei na brincadeira, achei engraçadinho também. Ria um pouco para disfarçar. Depois, comecei a chorar. E não existia essa sofisticação de fono ainda".

O treino de Arlete Salles em casa e o orgulho das origens

Dessa forma, diante da falta de recursos e do medo de ver sua carreira estagnar antes mesmo de começar, Arlete tomou a iniciativa de treinar a própria fala de forma autodidata dentro de casa, observando atentamente a pronúncia das pessoas ao seu redor.

Nesse sentido, a famosa fez questão de reforçar que a mudança foi uma estratégia de sobrevivência profissional, e nunca uma negação de suas raízes. "Então eu pensei: não posso ficar prisioneira do meu sotaque. Eu tenho muito orgulho de ser pernambucana, da minha procedência, do meu torrão, mas eu não posso ficar uma atriz interiorana. E comecei a observar as pessoas à minha volta para ver onde meu sotaque pegava. Então fui treinando sozinha em casa. Não perdi totalmente, porque não fiz o trabalho com a fono, mas ficou um pouco parte do meu charme", concluiu.

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