Angelina Jolie revela como os filhos a ajudaram após o divórcio de Brad Pitt: 'Me incentivam bastante'
Angelina Jolie revelou que voltou a se sentir forte e livre após anos difíceis; segundo a atriz, o apoio dos filhos foi fundamental para resgatar seu "espírito de guerreira"
Nem sempre a força desaparece. Às vezes, ela apenas fica adormecida enquanto atravessamos períodos difíceis. E reencontrá-la pode ser um dos processos mais transformadores da vida. Foi sobre esse movimento de reconstrução que Angelina Jolie refletiu ao falar sobre os anos que se seguiram ao fim de seu casamento com Brad Pitt.
Em entrevista recente à Variety, a atriz contou que passou por uma fase em que se sentiu desconectada de uma parte importante de si mesma. Hoje, porém, afirma estar redescobrindo sua essência, impulsionada principalmente pelo apoio dos filhos.
Durante a conversa, Jolie explicou que voltou a enxergar em si uma energia que acreditava ter ficado para trás. "Acho que meu espírito de guerreira finalmente voltou", declarou. A fala chamou atenção por abordar um tema que muitas pessoas conhecem bem: a dificuldade de se reconhecer após períodos marcados por perdas, mudanças profundas ou desgastes emocionais.
A identidade que se transforma após momentos difíceis
Especialistas em saúde emocional explicam que grandes rupturas - como um divórcio, um luto ou uma mudança radical de vida - podem provocar uma sensação temporária de desconexão da própria identidade. É comum que, durante essas fases, a pessoa deixe de lado interesses, sonhos e características que antes faziam parte de quem ela era.
Angelina revelou que viveu algo semelhante. "Eu o perdi por um tempo. Fiquei meio abalada, mas ele está voltando em grande parte graças aos meus filhos, que agora estão mais velhos e me incentivam", contou. Mais do que uma recuperação profissional, a atriz descreve um reencontro consigo mesma.
O papel dos filhos nos processos de recomeço
Ao falar sobre sua família, Jolie destacou como os filhos tiveram participação importante nessa nova etapa. Segundo ela, agora que todos estão mais independentes, existe um incentivo constante para que ela volte a explorar possibilidades, viajar e abraçar novos projetos.
"Meus filhos já são [quase todos] maiores de idade, então agora eles querem me ver viajando pelo mundo, querem que eu saia e faça coisas. Eles me conhecem melhor do que ninguém e ainda gostam de mim, o que diz muito", afirmou.
A atriz acredita que esse apoio tem sido fundamental para recuperar aspectos da própria personalidade que estavam adormecidos. "Acho que eles me incentivam bastante a retomar aspectos de mim mesma que talvez eu não me sentisse tão livre para explorar", acrescentou.
A declaração traz uma reflexão interessante sobre os vínculos familiares. Embora pais e mães frequentemente sejam vistos como fonte de apoio para os filhos, o caminho inverso também acontece. Em muitos momentos da vida, são os próprios filhos que ajudam os pais a encontrar coragem para seguir em frente.
A pausa na carreira e a escolha pela presença
Angelina também revelou que seu afastamento da atuação começou antes mesmo da separação. Na época, ela priorizava a vida familiar e buscava uma rotina que permitisse maior proximidade com as crianças. "Eu meio que tinha parado de atuar antes do meu divórcio", lembrou.
Quando decidiu voltar aos sets de filmagem, fez isso estabelecendo limites claros. A prioridade continuou sendo permanecer próxima da família. "Mas, de repente, a única maneira de ficar mais em casa e passar curtos períodos fora, ou de ganhar um bom dinheiro, era voltar a atuar. Eu só aceitava trabalhos curtos, perto de casa ou que me permitissem levar [meus filhos]", explicou.
A coragem de reconstruir a própria história
Ao compartilhar sua experiência, Angelina Jolie mostra que recomeçar não significa voltar a ser quem éramos antes. Muitas vezes, significa construir uma nova versão de nós mesmos a partir das experiências vividas.
Depois de anos marcados por desafios pessoais, a atriz parece estar atravessando justamente esse processo: redescobrindo desejos, recuperando a confiança e permitindo-se ocupar novamente espaços que um dia fizeram sentido.
Talvez seja essa a verdadeira essência do "espírito de guerreira" mencionado por ela: não a ausência de dor, mas a capacidade de seguir adiante mesmo depois dela.
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