Ana Paula Siebert relembra julgamentos no início do relacionamento com Roberto Justus: 'Tive que me acostumar'
Empresária contou que sofreu com os julgamentos no início da exposição pública e chamou atenção para a crueldade dos comentários nas redes sociais
As redes sociais aproximam pessoas, criam oportunidades e ampliam vozes. Ao mesmo tempo, também podem se tornar um espaço de julgamentos constantes, especialmente para quem vive sob os holofotes. Foi sobre essa experiência que Ana Paula Siebert falou ao participar do podcast Na Caixa, no YouTube.
Durante a conversa, a empresária relembrou o início de seu relacionamento com Roberto Justus e contou que a diferença de idade entre os dois se tornou alvo de críticas assim que o namoro se tornou público.
Segundo ela, tinha 26 anos quando começou a se relacionar com o empresário e não imaginava a intensidade da exposição que viria a seguir. "Eu tinha 26 anos quando comecei a namorar o meu marido, muito mais velho. A gente expôs o nosso relacionamento, caí na internet sem ninguém me avisar como seria e comecei a levar pancada. Tive que me acostumar com isso do dia para a noite, e de repente, virou meu trabalho", relembrou.
A adaptação à vida pública não foi simples
Ana Paula contou que o início de sua trajetória no universo digital foi marcado por muitas dúvidas e sofrimento. Acostumar-se aos comentários de desconhecidos foi um processo que levou tempo. Ela explicou que, no começo, tinha dificuldade para entender por que pessoas que não a conheciam faziam julgamentos sobre sua vida.
"Tive muito mais dificuldade no início da minha carreira, quando eu comecei no mundo digital. Sofria. [Dizia] Por que estão falando isso de mim? O que eu fiz para falarem isso? Tem muita gente que não tem noção. Mas eu falo uma coisa: todo mundo tem hater, faz parte", afirmou.
A fala evidencia um desafio vivido por muitas pessoas que trabalham com a internet: aprender a lidar com opiniões, críticas e ataques que nem sempre têm relação com suas atitudes, mas que podem afetar profundamente a saúde emocional.
Quando os ataques ultrapassam os adultos
Ao refletir sobre o ambiente das redes sociais, Ana Paula chamou atenção para um aspecto que considera ainda mais preocupante: os comentários direcionados a crianças. Mãe de Vicky, de 6 anos, fruto do casamento com Roberto Justus, ela lamentou que nem mesmo os pequenos fiquem protegidos da hostilidade que circula na internet. "Ninguém vai viver apenas de elogios. Mas as pessoas são muito cruéis, e são independente da idade. Às vezes, falam de uma criança!", disse.
O tema tem despertado atenção de especialistas em saúde mental, que alertam para os impactos da violência digital. Comentários agressivos, discursos de ódio e ataques pessoais podem afetar não apenas figuras públicas, mas também familiares e crianças que acabam sendo expostas involuntariamente.
Empatia também faz parte da convivência online
Embora críticas façam parte da vida de quem se expõe publicamente, existe uma diferença importante entre expressar uma opinião e recorrer a ataques pessoais. Cada vez mais, especialistas defendem a importância de cultivar relações mais respeitosas também no ambiente digital. Antes de comentar ou compartilhar uma mensagem, vale refletir sobre o impacto que aquelas palavras podem ter do outro lado da tela.
A experiência compartilhada por Ana Paula Siebert reforça que, por trás de cada perfil nas redes sociais, existe uma pessoa com sentimentos, desafios e uma história que nem sempre é conhecida por quem julga.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.