Ana Maria Braga abre o jogo sobre o que considera o maior erro de sua vida: 'Não podia continuar'
Ana Maria Braga revelou qual considera ter sido o maior arrependimento de sua vida e também abriu o coração ao falar sobre o câncer e as críticas que recebe
Depois de décadas na televisão, Ana Maria Braga acumula histórias, aprendizados e desafios que marcaram sua trajetória. Em uma entrevista exibida no Fantástico neste domingo (28), a apresentadora falou com sinceridade sobre escolhas que mudaram sua vida, relembrou o período em que enfrentou o câncer e respondeu às críticas que recebe por continuar trabalhando aos 77 anos.
Ao longo da conversa, Ana Maria mostrou que encara o envelhecimento com naturalidade e reforçou que não pretende permitir que opiniões alheias definam seus próximos passos.
O cigarro foi o maior arrependimento da apresentadora
Entre todas as decisões que tomou ao longo da vida, Ana Maria revelou que abandonar o cigarro foi uma das mudanças mais importantes - e que ter fumado por tantos anos é algo de que se arrepende profundamente.
"Foi um dos piores erros da minha vida. O cigarro acaba com o seu organismo, com a sua saúde. Parei faz quase quatro anos. Eu decidi viver. Não podia continuar sendo burra. Queria ver meus netos crescerem, continuar com o meu casamento, que me traz muita felicidade", confessou.
A fala evidencia como a decisão de abandonar o tabagismo esteve ligada ao desejo de preservar a saúde e aproveitar a convivência com a família e as pessoas que ama.
Como enfrentou os diagnósticos de câncer
Outro momento marcante da entrevista foi quando Ana Maria recordou os diferentes episódios em que precisou enfrentar o câncer. Ela descreveu o impacto emocional de receber um diagnóstico desse tipo e contou que precisou encontrar uma forma de fortalecer a própria mente durante o tratamento.
"Quando a gente recebe um diagnóstico desse pela primeira vez é muito impactante. É como se fosse um soco na boca do estômago", afirmou. Segundo a apresentadora, uma conversa com seu médico mudou a forma como ela encarava a doença. "Meu médico disse: 'você está entrando numa guerra. Seus soldados são suas células. Estou te dando armas para que elas expulsem esses inimigos'. Aprendi a conversar com meu corpo. Obviamente, contando com a ajuda de Nossa Senhora de Fátima, com a minha crença", disse.
Ela também destacou que nunca quis esconder o tratamento do público e acredita que falar abertamente sobre a doença ajuda a diminuir o estigma em torno do câncer. "Eu nunca menti na televisão, fui trabalhar careca. Nunca tive medo da palavra câncer. A gente tem que falar o nome desse inimigo", declarou.
"Vou parar quando eu quiser"
Durante a entrevista, Ana Maria também comentou os julgamentos que recebe por causa da idade e deixou claro que não se sente incomodada com esse tipo de comentário. "Sou casada com um homem 30 anos mais novo do que eu. Nunca me olhei no espelho e pensei: não estou bonita. Me acho linda, gostosa, uma pessoa legal. As críticas que eu já ouvi ao longo da minha vida toda, né. Antes eu era chamada de 'Ana Maria Brega', naquela época eu me deixava emprenhar, né, com um pouco de ressentimento e mágoa."
Com o passar dos anos, ela conta que aprendeu a dar menos importância às opiniões externas e a priorizar a própria felicidade. "Ao longo da vida, eu percebi que a opinião do outro para mim não muda absolutamente nada na minha vida. Porque eu vou continuar tendo a idade que tenho, né? Eu vou continuar fazendo o que faço, vou continuar casando com quem eu sou casada, vou continuar sendo feliz. Às vezes eu leio: 'por que essa velha está aí, não aposentou ainda'. Eu vou parar quando eu quiser", disparou.
A declaração reforça uma mensagem importante sobre autonomia, mostrando que envelhecer não significa abrir mão dos próprios projetos ou deixar de exercer uma profissão por pressão social.
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