Ana Beatriz Barbosa explica como o burnout afeta a vida além do trabalho
Psiquiatra destacou sintomas físicos e emocionais do esgotamento profissional e chama atenção para mudanças no sono, no humor e na relação com atividades que antes traziam prazer
O burnout não termina quando o expediente acaba. Em um vídeo, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa conversou sobre os efeitos do estresse prolongado e mostrou como o esgotamento profissional também interfere no corpo, no sono, no humor e nas relações pessoais. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, a síndrome está relacionada ao sofrimento emocional provocado por situações de trabalho desgastantes. Entre os sinais estão exaustão, estresse, alterações no sono, irritabilidade e sintomas físicos.
O corpo também dá sinais
Ao explicar o burnout, Ana Beatriz descreveu um estado de estresse prolongado acompanhado, em alguns casos, pela sensação de falta de sentido. Além disso, a sobrecarga aparece por meio de sintomas físicos, como taquicardia, cólica, dor de barriga, enjoo e sensação de desmaio. Ao mesmo tempo, a psiquiatra chamou atenção para a mudança no padrão de pensamentos. Ideias cada vez mais negativas acompanham níveis elevados de ansiedade e intensificam a sensação de desgaste. Além disso, o Ministério da Saúde também relaciona o quadro a problemas gastrointestinais, alterações nos batimentos cardíacos e dificuldades de concentração.
Noites mal dormidas e irritabilidade
Outro ponto importante mencionado por Ana Beatriz é a insônia. O descanso deixa de ser reparador e o sono passa a ser fragmentado, dificultando a recuperação depois de um dia de trabalho. Como consequência, a irritabilidade e a impaciência ganham espaço. Segundo o Ministério da Saúde, alterações no sono, fadiga e mudanças repentinas de humor estão entre os sinais associados ao burnout.
Quando o trabalho invade a vida pessoal
O esgotamento profissional também aparece na convivência com pessoas próximas. Ana Beatriz contou que, entre os casos que acompanhava, alguns professores chegavam em casa ainda tomados pela impaciência e acabavam refletindo esse estado na relação com filhos e parceiros. Dessa forma, uma rotina marcada por estresse intenso ultrapassa os limites do ambiente profissional. Além disso, quando a sobrecarga se prolonga, momentos que deveriam representar descanso também ficam comprometidos. Professores, inclusive, estão entre os profissionais frequentemente associados a situações de maior risco de esgotamento ocupacional.
A perda de prazer também merece atenção
Além dos sintomas físicos e da irritabilidade, a psiquiatra destacou uma mudança especialmente significativa: a perda de prazer por atividades que antes eram agradáveis. O desinteresse atinge tanto o trabalho quanto os momentos de lazer. Com isso, aquilo que costumava despertar entusiasmo passa a parecer indiferente, tornando ainda mais difícil recuperar a sensação de bem-estar. Além disso, a perda de prazer e de realização nas atividades profissionais também aparece entre as manifestações relacionadas ao burnout.
Por fim, reconhecer esses sinais não significa fazer um diagnóstico por conta própria. Insônia, ansiedade, irritabilidade e perda de prazer aparecem em diferentes condições de saúde. Por isso, diante de sintomas persistentes ou intensos, a orientação é procurar avaliação de um profissional de saúde para identificar a causa e definir o tratamento adequado. O Ministério da Saúde indica psiquiatras e psicólogos entre os profissionais capacitados para a avaliação do quadro
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