Alimentos enlatados fazem bem ou mal à saúde? Veja o que dizem especialistas
Esses ingredientes, diferente do que muitos pensam, não possuem conservantes, mas é importante estar atento aos rótulos; entenda
É comum que as pessoas passem direto pelo corredor dos alimentos enlatados ao fazer compras. Existe a crença de que essas comidas, por serem industrializadas, sejam extremamente prejudiciais ao organismo. Entretanto, especialistas apontam que muitas delas podem, sim, fazer parte de uma dieta equilibrada.
Enlatados também possuem nutrientes
Em entrevista à 'Agência Einstein', a engenheira de alimentos Alline Artigiani Lima Tribst explicou que o maior receio dos consumidores está relacionado ao uso de agentes químicos para conservar essas comidas. Segundo a profissional, contudo, a vida útil de produtos como milho, grão-de-bico e ervilha é prolongada por meio de técnicas que os protegem da luz e do oxigênio, sem oferecer riscos à saúde.
"O que acontece com esses ingredientes é justamente o oposto do que muita gente imagina. Eles passam por altas temperaturas, que eliminam microrganismos nocivos ao corpo, e por isso não precisam receber substâncias conservantes", esclareceu.
Os métodos de produção, inclusive, combatem componentes antinutricionais, que impedem a absorção de vitaminas, minerais e fibras presentes, principalmente, nas leguminosas. Portanto, conforme afirma a especialista, os enlatados podem favorecer o organismo quando incluídos em uma alimentação variada.
Alline Artigiani orienta, no entanto, também apostar em comidas ricas em vitamina C e do complexo B. Isso porque esses nutrientes podem sofrer degradação pelo calor durante o processo de conservação. Outra orientação é ficar atento aos rótulos dos produtos, evitando aqueles com adição de ingredientes como óleos, sal e açúcar, frequentemente encontrados em caldas e molhos.
Além disso, é importante optar por ingredientes sem temperos ou outros aditivos de sabor, que podem conter sódio e aromatizantes. Lembre-se ainda de transferir o alimento para um pote de vidro ou plástico com tampa hermética após abri-lo. O ideal, segundo a engenheira, é consumi-lo imediatamente, mas, caso prefira guardar para as próximas refeições, busque procure ingeri-lo em no máximo quatro dias.