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7 qualidades raras que pessoas criadas nas décadas de 60 e 70 possuem

Psicologia mostra como o contexto dos anos 60 e 70 ajudou a formar habilidades emocionais que hoje fazem falta em um mundo acelerado e hiperconectado

7 jan 2026 - 21h09
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Se você não nasceu nas décadas de 1960 ou 1970, é bem provável que conviva com alguém que nasceu. Pode ser um pai, uma tia, um vizinho cheio de histórias ou aquele amigo mais velho que sempre lembra como "as coisas funcionavam antigamente". Mais do que nostalgia, a psicologia mostra que o contexto em que crescemos molda profundamente nosso jeito de lidar com a vida - emoções, frustrações, relações e expectativas.

Tolerância, paciência e mais: entenda as principais habilidades emocionais de quem cresceu nos anos 60 e 70 e o que aprender com elas
Tolerância, paciência e mais: entenda as principais habilidades emocionais de quem cresceu nos anos 60 e 70 e o que aprender com elas
Foto: Reprodução: Canva/Dina Morozova / Bons Fluidos

Quem foi criança e jovem das décadas de 60 e 70 viveu em um mundo com menos estímulos digitais, mais tempo livre e uma cobrança silenciosa por autonomia. Esse cenário ajudou a desenvolver competências emocionais que hoje parecem raras, mas seguem extremamente valiosas. Confira algumas delas:

Sete habilidades emocionais importantes

1. Maior tolerância à frustração

Esperar fazia parte da rotina. Se algo não vinha na hora, era preciso lidar com a espera. Se quebrava, tentava-se consertar. E se o tédio aparecia, a solução era criar algo para fazer. Isso se traduz na capacidade de tolerar desconfortos emocionais sem entrar em desespero ou buscar alívio imediato. É uma habilidade que ajuda a atravessar contratempos com mais equilíbrio - algo cada vez mais necessário em um mundo que promete soluções instantâneas.

2. Independência sem necessidade de validação constante

Muita gente daquela geração aprendeu a se virar sozinha, não por falta de afeto, mas porque a autonomia era uma expectativa natural. Hoje, é comum sentir que toda decisão precisa de curtidas, comentários ou aprovação externa. Já a independência "sem aplausos" cria uma base sólida: agir a partir de valores pessoais, não do reconhecimento alheio. Psicologicamente, isso fortalece a autoestima e reduz a dependência emocional do olhar do outro.

3. Uma relação mais funcional com as emoções

É verdade que, em muitos casos, sentimentos não eram verbalizados como hoje - e isso nem sempre foi saudável. Mas também surgiu uma habilidade importante: seguir funcionando mesmo quando as emoções estão intensas. Não se trata de negar o que se sente, e sim de não deixar que cada emoção dite todas as ações. Esse equilíbrio é um dos pilares da inteligência emocional: reconhecer o que acontece por dentro sem perder de vista objetivos e responsabilidades.

4. Conforto com a convivência presencial

As habilidades sociais eram treinadas no cotidiano: conversas olho no olho, ligações telefônicas, encontros presenciais. Esse contato constante ensinava a ler expressões, entonações e silêncios. O resultado é o que a psicologia chama de autoeficácia social - a confiança de que é possível lidar com situações sociais sem medo excessivo. Em tempos de interações mediadas por telas, essa segurança se tornou um diferencial raro.

5. Mentalidade prática de "dar um jeito"

Improvisar, consertar, reaproveitar e adaptar eram atitudes comuns. Em vez de se perder em pensamentos catastróficos, a pergunta era simples: o que dá para fazer com o que tenho agora? Essa postura ativa diante dos problemas fortalece a sensação de competência. E, na psicologia, competência gera confiança, um antídoto poderoso contra a ansiedade paralisante.

6. Paciência para processos longos

Cartas demoravam a chegar, notícias tinham hora certa e o progresso acontecia passo a passo. Crescer sem gratificação instantânea constante ensinou algo precioso: esperar faz parte. Essa relação mais tranquila com o tempo favorece a persistência, a tolerância ao esforço contínuo e a capacidade de sustentar projetos sem desistir na primeira demora.

7. Um senso de identidade mais estável

Talvez a maior força de quem cresceu nos anos 60 e 70 seja não precisar "performar" o tempo todo. Sem algoritmos moldando gostos e comparações constantes, a identidade se formava mais pelo fazer do que pela aparência. Para a psicologia, saber quem você é funciona como um escudo emocional: reduz a comparação social excessiva e aumenta a resiliência frente às pressões externas.

O que podemos aprender com isso?

Nenhuma geração é melhor do que a outra, pois cada uma das décadas responde ao seu tempo. Mas olhar para essas habilidades ajuda a lembrar que nem tudo precisa ser rápido, exibido ou aprovado. Resgatar um pouco dessa tolerância, autonomia e paciência pode ser um caminho para viver com mais estabilidade emocional no presente. Afinal, algumas competências atravessam décadas sem perder valor.

Bons Fluidos
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