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Mpox: Tudo o que você precisa saber sobre o surto no Brasil

Ministério da Saúde destaca que não há registros de óbitos e reforça preparo do SUS para identificação precoce

23 fev 2026 - 22h30
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O Brasil atingiu a marca de 62 diagnósticos confirmados de mpox, conforme o balanço mais recente do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais. Apesar do avanço nos registros, o país ainda não contabilizou casos graves ou óbitos decorrentes da enfermidade.

Tudo sobre mpox no Brasil
Tudo sobre mpox no Brasil
Foto: Canva / Bons Fluidos

A distribuição geográfica revela que São Paulo concentra o maior volume de ocorrências, com 44 confirmações, seguido pelo Rio de Janeiro, com nove, e Rondônia, com quatro. Outras unidades da federação, como Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Distrito Federal, também registraram episódios isolados da doença.

Além dos casos já ratificados, as autoridades de saúde monitoram mais de 180 notificações suspeitas em todo o território nacional. Desse montante, 57 investigações foram encerradas com resultados negativos, enquanto dezenas de pacientes — especialmente em solo paulista — ainda aguardam os laudos definitivos.

O Ministério da Saúde reiterou que a vigilância é contínua e que a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS) está operante para garantir a identificação precoce de novos focos e o isolamento imediato dos infectados, estratégias cruciais para barrar a cadeia de transmissão do vírus.

Mpox: o que é? Como se transmite?

A mpox é uma patologia zoonótica viral, caracterizada pela transmissão via contato íntimo ou proximidade prolongada com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados de um paciente. O quadro clínico inicial costuma apresentar febre, exaustão e dores musculares, evoluindo para erupções cutâneas e bolhas. Embora o cenário brasileiro atual seja de estabilidade clínica, a doença exige cautela, pois, em contextos críticos e sem o suporte médico adequado, a taxa de letalidade pode alcançar 10%.

Como ainda não existe um fármaco específico para combater o vírus, o protocolo médico foca no alívio dos sintomas. Além disso, médicos buscam prevenir infecções secundárias. Por isso, exigem que o paciente permaneça isolado por um período que varia de duas a quatro semanas, até a cicatrização total das feridas.

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