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7 dicas cruciais para lidar com o aumento das dores no frio

Fisioterapeuta aponta que é possível minimizar a dor durante as temperaturas mais baixas

29 mai 2021 21h32
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O frio intensifica as dores
O frio intensifica as dores
Foto: Shutterstock / Alto Astral

A frente fria não traz apenas temperaturas baixas, mas também o aumento de dores ósseas, lombares, musculares e articulares. É comum que nos dias mais frios alguma parte do nosso corpo comece a doer ou doa mais do que o habitual, especialmente em casos de lesões e traumas. 

No entanto, essa relação de frio e dor não é uma mera coincidência: "com alguns graus a menos, é inevitável não sentir incômodo ou mal-estar, já que a tendência dos músculos é enrijecer e encolher para aumentar a sensação térmica, gerando tensão muscular, contraturas e má circulação", explica o fisioterapeuta Cadu Ramos. 

Ele pontua que a postura é um fator determinante para inflamações musculares e dos nervos, dado que há um aumento da curvatura da coluna dorsal, como se ficássemos "corcundas", na intenção de manter o corpo aquecido. 

Além disso, segundo o profissional, outro fator alterado durante o inverno é a circulação sanguínea para que o organismo possa manter a temperatura em cerca de 36,5 graus. Com essa diminuição circulatória também nos músculos, as dores tendem a piorar, pois, eles permanecerão contraídos por mais tempo. 

Cadu relata que os dias mais frios impactam ainda as articulações: "o esfriamento do corpo torna o líquido sinovial mais espesso, que pode prejudicar movimentos e gerar incômodos". 

Embora nosso próprio organismo reaja contra as temperaturas baixas, os hábitos que adotamos nessa época também refletem nesses episódios de dores intensas. "As pessoas tendem a ficar paradas e abandonar as atividades físicas, esquecendo que esse é o principal ponto para não sentir dores, porque os exercícios ajudam a diminuir a sensibilidade à dor", aponta.

Para ajudar com esses desconfortos, o fisioterapeuta lista 7 dicas essenciais para o dia-a-dia!

1. Agasalhe-se corretamente: é imprescindível manter o corpo aquecido nesses dias, cobrindo suas extremidades, como pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça.

2. Aqueça seu quarto: se possível, coloque um aquecedor no dormitório para auxiliar nas dores noturnas. Caso não seja viável, invista em um número maior de cobertas e feche possíveis correntes de ar frio.

3. Espreguice-se: manter o hábito de espreguiçar-se ao acordar é vital para que o corpo desperte, portanto, não pule essa etapa.

4. Massageie: fazer massagem ajuda a estimular a circulação e a destravar musculaturas enrijecidas, aliviando as dores.

5. Calor no local: usar bolsas de água quente propiciará a atenuação imediata para dores musculares, sequelas de fraturas ou desconfortos provocados por artrose, artrite e fibromialgia. Essa aplicação local de calor estimula a circulação, favorecendo o relaxamento dos músculos. Lembrando que essa dica vale para dores crônicas e sem edema (inchaço). Enquanto para as dores agudas e com inchaço, opte por compressas frias ou uma combinação das duas temperaturas. O ideal é mantê-la entre 20 e 30 minutos.

6. Alongamento: alongar-se é essencial para evitar contrações musculares e ajudar na lubrificação das articulações, então, drible a vontade de ficar na cama e pratique!

7. Fisioterapia: para aquelas que já apresentam fraturas antigas ou doenças ósseas degenerativas, caso a dor volte, recorrer às sessões de fisioterapia é uma boa estratégia para combatê-la. 

Consultoria: Cadu Ramos, fisioterapeuta clínico.

Alto Astral
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