Todos os peixes que comemos estão contaminados com metilmercúrio; mas existem apenas 4 tipos específicos que devemos evitar
A presença de mercúrio em peixes é um problema; mas resolvê-lo é fácil e não exige sistemas complexos na hora das compras
Existe uma tênue linha que liga erupções vulcânicas, queima de petróleo e incineração de resíduos às nossas cozinhas: o mercúrio. Mercúrio produzido por dezenas de atividades (principalmente humanas), que acaba na água, transformado em metilmercúrio por milhões de microrganismos, armazenado em peixes e, finalmente, em nossos estômagos.
Era apenas uma questão de tempo até que se tornasse o enorme escândalo alimentar que é hoje.
O metilmercúrio chegou até às redes sociais
O problema é tão disseminado que não faltam especialistas e influenciadores defendendo mensagens como escolher latas de "atum" em vez de latas de "atum light". A mensagem é encenada ao som de instituições como a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que recomenda evitar peixes grandes; a letra esconde muitos problemas.
Em última análise, a mensagem viral mistura intuições corretas com evidências científicas altamente questionáveis (usa, para começar, classificações comerciais que não têm equivalente direto em espanhol). Não é a primeira vez que uma boa ideia acaba nos causando dores de cabeça.
E por que isso é um problema?
Porque, quer queiramos ou não, o peixe é um alimento básico em muitas dietas. Não só pelo seu teor de proteína, mas também como fonte primária de certas gorduras muito difíceis de substituir de outra forma (por exemplo, ômega-3). A questão é que, juntamente com tudo isso, vem o metilmercúrio.
E a exposição ao metilmercúrio é um assunto sério: pode prejudicar o desenvolvimento...
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