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Todos os anos, o Monte Fuji se torna uma armadilha para turistas que precisam de resgate; o Japão cansou de arcar com os custos disso

Em Yamanashi, querem que você pense bem antes de subir a montanha nos meses de baixa temporada

21 set 2026 - 16h04
(atualizado em 22/9/2026 às 12h37)
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Resumo
A província de Yamanashi, no Japão, passará a cobrar por resgates com helicóptero na baixa temporada para turistas imprudentes no Monte Fuji. A medida busca frear os custos públicos gerados pelo turismo crescente, que atrai até 300 mil trilheiros a cada verão. Embora os valores locais ainda não estejam definidos, a província vizinha de Saitama já cobra cerca de R$ 263 a cada cinco minutos de voo, elevando o custo médio das operações de resgate para mais de R$ 3.750 por pessoa no último ano.
Todos os anos, o Monte Fuji se torna uma armadilha para turistas que precisam de resgate. O Japão cansou de arcar com os custos disso.
Todos os anos, o Monte Fuji se torna uma armadilha para turistas que precisam de resgate. O Japão cansou de arcar com os custos disso.
Foto: Xataka

Se você se perder no Monte Fuji por percorrer suas trilhas de forma imprudente e ignorar as recomendações das autoridades locais, terá de pagar. Essa é a filosofia que a província de Yamanashi — localizada na região de Chūbu e uma das administrações responsáveis pelas rotas de escalada — pretende adotar.

Cansado dos acidentes envolvendo trilheiros e diante do aumento do turismo, o governo regional decidiu cobrar pelos resgates que exijam o uso de helicóptero durante a baixa temporada.

Ainda não se sabe qual será o valor da taxa, mas a província vizinha de Saitama já aplica uma medida semelhante, com um custo de cerca de 8.000 ienes (45 euros/R$ 263) a cada cinco minutos de voo. Na prática, isso fez com que o custo médio de cada operação de resgate ultrapassasse 640 euros (cerca de R$ 3.750) no ano passado.

O dado: 300 mil trilheiros

O Japão possui ícones mundialmente reconhecidos — como os portais torii, o festival das cerejeiras (sakura), o cruzamento de Shibuya e o bairro das gueixas em Quioto (para citar apenas alguns exemplos) —, mas nenhum deles se compara ao Monte Fuji, certamente o seu símbolo mais emblemático.

Isso explica por que, a cada verão, entre 200 mil e 300 mil pessoas percorrem suas quatro trilhas principais, segundo dados da Organização Nacional de Turismo do Japão (JNTO). E, como o país continua recebendo visitantes estrangeiros e almeja atingir a marca de 60 milhões até 2030, é provável que esse número continue crescendo.

Resgates recorrentes

O problema é que ...

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