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Poluído na capital, Tietê pode resolver falta de água em Araçatuba

12 jun 2013 - 21h16
(atualizado às 21h17)
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Conhecida pela poluição na região da Grande São Paulo, a água do rio Tietê vai servir para abastecer as torneiras das casas de Araçatuba, a 530 quilômetros da capital. Esta será a primeira cidade não ribeirinha do Estado a usar a água do rio para abastecer sua população de 180 mil habitantes. 

A cidade coloca em funcionamento, no sábado, o sistema que vai despejar 24 milhões de litros de água tratada por dia para a população. O projeto de captação e uso da água do Tietê era um sonho das autoridades locais para resolver o problema de falta de água, mas demorou 10 anos para ser concluído. Foram consumidos R$ 27 milhões, sendo R$ 22 milhões dos cofres públicos, com a construção de uma adutora quilométrica e de um conjunto de equipamentos para captar e bombear a água.

Em 2005 as obras foram paralisadas e, em 2013, foram reiniciadas, e concluídas, pela Soluções Ambientais Araçatuba S.A. (Samar) - a concessionária que passou a administrar o abastecimento de água no ano passado com a privatização do serviço público. Segundo a Samar, a empresa teve de investir outros R$ 5 milhões na conclusão do sistema, com a construção de uma nova estação de tratamento para preparar a água para consumo da população. 

Para sair nas torneiras, a água será captada por bombas de sucção e de recalque e levada por uma adutora, em uma distância de 15 quilômetros, até a estação de tratamento, construída no bairro Ipanema, na zona norte da cidade. Depois de tratada, a água será enviada para reservatórios elevados que posteriormente farão a distribuição para as casas dos moradores. 

De acordo com o presidente da Samar, Renato de Faria, inicialmente serão atendidas residências de 32 bairros, principalmente da zona norte, que enfrenta o maior problema de desabastecimento. “A entrega da Estação do Tietê é uma das metas imediatas que assumimos. Seguimos trabalhando continuamente para oferecer o melhor atendimento e modernizar todo o serviço oferecido para a população”, diz Faria. Além do uso doméstico, o novo sistema também prevê o uso da água, na sua forma bruta, pelas indústrias da cidade.

Apesar do aumento de oferta de água para a população com o novo sistema, a Samar informa que os valores da tarifa de consumo não serão reduzidos ou reajustados.

Holding da construtora OAS, a Samar pagou R$ 39 milhões para assumir a concessão do serviço de abastecimento de água de Araçatuba, privatizado em novembro de 2012. A empresa, responsável por 70 mil ligações de água e esgoto, prometeu investir R$ 340 milhões em 30 anos em troca dos recursos pagos em forma de tarifas pelos moradores.

Qualidade da água

Resultado do monitoramento feito em 2012 pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgado em maio de 2013, informa que a qualidade da água do rio Tietê para fins de abastecimento público na região de onde ela será captada é considerada entre regular e boa. Foram feitas três medições: na área mais próxima, a qualidade da água ficou regular, enquanto em outras duas medições, em áreas de Birigui, município vizinho, a qualidade foi considerada boa. 

O presidente da Samar afirma que ocorre um processo de depuração no trajeto entre a Grande São Paulo e Araçatuba e afirmou que “a qualidade da água segue os padrões para captação de tratamento para consumo humano."

Fonte: Especial para Terra
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