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Incêndios na Itália consumiram 70 mil hectares neste verão, diz WWF

Chamas destruíram áreas muito maiores na Espanha e França

5 ago 2026 - 15h23
(atualizado às 15h36)
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Cerca de 70 mil hectares foram consumidos na Itália devido aos incêndios no verão europeu em 2026 - área que corresponde a 100 mil campos de futebol -, informou o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) nesta quarta-feira (5).

Incêndio no Piemonte, norte da Itália, no início de agosto
Incêndio no Piemonte, norte da Itália, no início de agosto
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo a organização, isso representa um aumento de 133% em relação à média das últimas duas décadas. O relatório da WWF também aponta que as queimadas atingiram quase um terço de áreas protegidas italianas.

No entanto, a situação foi pior em outros países da Europa: 219 mil hectares foram destruídos pelas chamas na Espanha e 91 mil, na França, resultando em dezenas de vítimas e na evacuação de mais de 300 mil pessoas.

Estudos recentes demonstraram que as mudanças climáticas causadas pelas emissões humanas de gases de efeito estufa tornaram as condições meteorológicas extremas, aumentando a probabilidade de incêndios em ao menos duas na França e em 20 vezes, na Espanha.

"A Europa está em chamas, mas, enquanto bombeiros lançam água sobre incêndios florestais incontroláveis, nossos líderes estão sentados em salas com ar-condicionado, debatendo o quanto devem enfraquecer as leis da União Europeia sobre clima e natureza", declarou Anke Schulmeister-Oldenhove, gerente de Florestas da WWF na UE.

"A verdadeira questão deveria ser como fortalecê-las [as leis ambientais] para evitar catástrofes futuras", acrescentou.

Schulmeister-Oldenhove frisou que "cada hectare queimado, cada comunidade evacuada e cada ecossistema destruído é um lembrete de que as mudanças climáticas não são uma ameaça futura, mas uma realidade atual".

"A pior resposta possível é desmantelar justamente as políticas criadas para reduzir emissões, aumentar a resiliência dos ecossistemas naturais e restaurar as defesas naturais", concluiu. 

Ansa - Brasil
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