Vencedora do 'Oscar da Sustentabilidade' é parceira da Vivo em projeto de 30 anos de restauração da Amazônia
Floresta Futuro Vivo visa restaurar 800 hectares no Mosaico Gurupi-Turiaçu, com plantio de 900 mil árvores e recuperação da biodiversidade
A re-greeen, única empresa brasileira premiada ontem, 5, no Earthot Prize, o 'Oscar da Sustentabilidade', firmou parceria inédita com a Vivo para restaurar e regenerar uma longa faixa da floresta Amazônica, na área conhecida como Mosaico Gurupi–Turiaçu, corredor ecológico entre o oeste do Maranhão e o leste do Pará. O projeto, chamado Floresta Futuro Vivo, vai durar 30 anos e reflorestará uma área de 800 hectares, o equivalente a 740 estádios de futebol.
Pela parceria, anunciada no início desta semana em meio à expectativa pela COP30, espera-se o plantio e conservação de 900 mil árvores de espécies nativas, bem como a restauração do ecossistema tendo como consequência também a reconstituição dos fluxos hídricos naturais e o retorno gradual da biodiversidade, com beneficio de espécies de animais ameaçadas.
No Floresta Futuro Vivo, a re-green ficará responsável pela execução técnica e socioambiental do projeto, do desenho ecológico da restauração até o uso de tecnologias de monitoramento para acompanhar o crescimento das mudas, o avanço da regeneração natural e os benefícios climáticos e ecológicos.
Esta é a primeira parceria de uma empresa brasileira com a re.green, cujos projetos geram créditos de carbono de alta integridade, recuperam a biodiversidade e criam oportunidades econômicas em territórios estratégicos.
Após a cerimônia do Erthshot, Thiago Picolo, CEO da startup, falou sobre a importância do reconhecimento e como pretende utilizar os recursos da premiação. “A gente pretende investir em atividades de pesquisa e desenvolvimento, que nos permitam fazer com mais eficiência e aumentar a escala”, disse.
Thiago também acrescentou que, a partir do prêmio, pretende abrir diálogos com bancos e fundos de investimentos a fim de ampliar a atuação da empresa. “O conhecimento nós já temos”, observou.
A re.green foi fundada em 2021 e combina ciência, tecnologia e recursos para transformar áreas degradadas em ecossistemas funcionais na Amazônia e na Mata Atlântica.
O Floresta Futuro Vivo faz parte do Futuro Vivo, plataforma da companhia líder em sustentabilidade no Brasil. Desde o Acordo de Paris, em 2015, a Vivo já reduziu em 90% suas emissões próprias de gases de efeito estufa, e as emissões que ainda não pode evitar são compensadas com o investimento em projetos de proteção e regeneração da Floresta Amazônica.
Entre outras iniciativas de sustentabilidade, a Vivo também lidera o programa Vivo Recicle, focado em economia circular, que já coletou mais de 187 toneladas de resíduos eletrônicos em quase 20 anos de operação.
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