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Chefe da ONU alerta sobre o derretimento acelerado de geleiras

Nepal perdeu quase um terço de suas geleiras em pouco mais de trinta anos. Antártica e Groenlândia também perdem bilhões de toneladas de massa de gelo por ano

31 out 2023 - 04h58
(atualizado às 07h33)
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Glaciares na região do Everest estão derretendo a uma taxa sem precedentes (Foto: UN Nepal-Narendra Shrestha)
Glaciares na região do Everest estão derretendo a uma taxa sem precedentes (Foto: UN Nepal-Narendra Shrestha)
Foto: Climatempo

Em visita ao Himalaia, sistema montanhoso que abriga os picos mais altos do planeta, como o Everest e K2, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pede ao mundo pelo "fim da loucura", destacando os efeitos da mudança climática.

Nesta segunda-feira, 30 de outubro, ele destacou que o Nepal perdeu quase um terço de suas geleiras em pouco mais de trinta anos. Guterres avaliou que "os topos do mundo estão desmoronando" e observa as consequências perigosas do derretimento das massas de gelo.

Mudanças climáticas

O chefe das Nações Unidas afirma que lagos e rios devem inundar, afetando comunidades inteiras. Além disso, com os mares subindo em taxas recordes, a população costeira também está ameaçada. 

Ele lembra que Antártica e Groenlândia também perdem bilhões de toneladas de massa de gelo a cada ano. 

Glaciares na região do Everest estão derretendo a uma taxa sem precedentes.

Segundo Guterres, as geleiras do Nepal derreteram 65% mais rápido na última década do que na anterior. Isso pode significar o desaparecimento completo delas.

Isso comprometeria o fornecimento de água doce para mais de um bilhão de pessoas na região do Himalaia e teria impacto também nos fluxos dos rios.

Catástrofe climática

Guterres alerta que, no futuro, grandes rios do Himalaia, como o Indo, o Ganges e o Brahmaputra, poderiam ter fluxos reduzidos. Com a entrada de água salgada, isso dizimaria deltas e levaria a uma catástrofe.

Países e comunidades de baixa altitude poderiam ser apagados, levando ao deslocamento de milhões de pessoas, com forte competição por água e terra

O secretário-geral destacou ainda que inundações, secas e deslizamentos de terra estão acelerando em todo o mundo. Por isso, do local mais alto do mundo, ele pediu: "parem com a loucura".

Ele encerrou sua mensagem pedindo pelo fim da era dos combustíveis fósseis e pela limitação do aumento da temperatura global a 1,5ºC, "para evitar o pior do caos climático"

Climatempo
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