Trump nomeia o pastor Franklin Graham para a Religious Liberty Commission
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação da Religious Liberty Commission no início de maio de 2025, durante o National Day of Prayer.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou a criação da Religious Liberty Commission no início de maio de 2025, durante o National Day of Prayer. A iniciativa, voltada à defesa da liberdade religiosa no país, conta com a nomeação de figuras de destaque da fé cristã conservadora, entre elas o pastor Franklin Graham, presidente da Billy Graham Evangelistic Association e da organização humanitária Samaritan's Purse.
A Religious Liberty Commission é composta por 13 membros e tem como objetivo revisar políticas públicas relacionadas à liberdade de religião, avaliar possíveis ameaças ao livre exercício da fé e propor medidas para fortalecer esse direito constitucional. O grupo terá até julho de 2026 para entregar um relatório com recomendações ao governo federal, podendo esse prazo ser prorrogado por ordem presidencial.
A inclusão do pastor Franklin Graham na Religious Liberty Commission reflete a forte aliança entre Donald Trump e a base evangélica americana, que desempenhou papel central em suas campanhas eleitorais e em sua gestão anterior. Graham, conhecido por seu ativismo político-religioso e por sua defesa de valores cristãos tradicionais, é uma das vozes mais influentes do evangelicalismo nos Estados Unidos.
"É uma honra servir nesta comissão e defender os princípios fundamentais da fé e da liberdade religiosa que moldaram esta nação", afirmou Graham em declaração pública após o anúncio.
Apesar do apoio de líderes religiosos conservadores, a criação da Religious Liberty Commission tem gerado críticas por parte de organizações que defendem a separação entre Igreja e Estado. Para grupos como o Americans United for Separation of Church and State, a medida pode abrir precedentes para a imposição de visões religiosas específicas em políticas públicas, desrespeitando o caráter laico do Estado americano.
Do outro lado, apoiadores da comissão argumentam que há uma crescente marginalização da fé no espaço público e que a liberdade religiosa precisa de proteção mais firme diante de legislações que, segundo eles, ameaçam instituições religiosas e a liberdade de consciência.
Com a Religious Liberty Commission, Trump reforça seu compromisso com a pauta religiosa, acenando à sua base cristã conservadora e reacendendo o debate nacional sobre o equilíbrio entre fé, política e direitos civis nos Estados Unidos.