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Guia F1 2022 – A Ferrari está pronta para voltar ao jogo 

Equipe italiana tem em 2022 uma boa chance de voltar à briga por vitórias. O carro deu boas perspectivas nos testes e empolgou os tifosi

16 mar 2022 - 22h58
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Charles Leclerc e o F1-75
Charles Leclerc e o F1-75
Foto: FIA / Twitter

Nome oficial: Scuderia Ferrari  

Carro: F1-75 

Motor: Ferrari 066/7 

Pilotos: #16 Charles Leclerc e #55 Carlos Sainz     

Posição em 2021: 3º de 10

A equipe 

A Ferrari dispensa apresentações. Para resumir, basta dizer que é equipe mais antiga, com mais corridas, vitórias e títulos da história da categoria. Mas, apesar da relevância da Scuderia no mundo da F1 permanecer intacta, os dias de glória estão no passado. A equipe vive um incômodo jejum. Já são 15 anos desde o último título de pilotos, conquistado por Kimi Raikkonen em 2007. Entre os construtores, são 14 anos de seca, a apenas um ano de igualar o maior jejum do time nessa estatística. 

A equipe italiana bem que tentou quebrar a hegemonia da Mercedes em anos recentes. Alcançou o vice entre os construtores por três anos seguidos, entre 2017 e 2019. 2019, aliás, foi um ano chave, que impactou o futuro do time. O motor, que era o grande trunfo do carro à época, foi descoberto fora das normas pela FIA. Para ficar dentro das regras em 2020, ficou bem menos potente. O carro fraco fez a Ferrari ter uma das piores temporadas de sua história naquele ano. 

Para 2021, o time se mexeu. Trocou o experiente Sebastian Vettel, então bastante desmotivado, pelo promissor Carlos Sainz, que vinha de bom trabalho na McLaren. Ele se juntou à Charles Leclerc, “prata da casa” que está no time desde 2019. O carro também veio com melhorias que tornaram a equipe competitiva novamente. No fim das contas, o 3º entre os construtores surpreendeu, e mostrou que a Ferrari não demorou para sacodir a poeira e dar a volta por cima. 

A Ferrari chega a 2022 com a mesma boa dupla de pilotos e trazendo a atualização de motor lançada na parte final do campeonato do ano passado, que se mostrou bastante promissora. O carro, como em todos os times, é inteiramente novo. A Ferrari se propõe a brigar com Red Bull e Mercedes, e parece estar no caminho certo para voltar a condição de postulante ao título. 

Carlos Sainz e Charles Leclerc formam a dupla ferrarista mais uma vez
Carlos Sainz e Charles Leclerc formam a dupla ferrarista mais uma vez
Foto: Ferrari / Twitter

A dupla de pilotos 

#16 Charles Leclerc:

o monegasco de 24 anos é fruto do programa de jovens pilotos da Ferrari. A equipe vem acompanhando seu desenvolvimento de perto há anos. Leclerc estreou na F1 em 2018, cedido à Sauber, e foi promovido à Ferrari já no ano seguinte. Em sua estreia na Scuderia, bateu ninguém menos que o tetracampeão Sebastian Vettel. Repetiu a dose com ainda mais contundência no ano seguinte, se colocando como um dos grandes nomes da nova geração. 

Com a saída de Vettel, Leclerc se viu aos 23 anos como líder de uma equipe do tamanho da Ferrari. Mas talvez nem ele imaginasse uma campanha tão forte do recém-contratado Carlos Sainz, o que pode pôr em xeque seu status dentro do time. Leclerc é rápido e sabe ser agressivo quando necessário. Sainz tem ótima leitura de corrida e é constante. 

Uma velha máxima da Fórmula 1 diz que o primeiro piloto a se vencer é o companheiro de equipe. Leclerc venceu Vettel e foi reconhecido por isso. Mas é preciso se provar a todo instante. Agora, precisará vencer Sainz se quiser manter seu status de estrela dentro do time. Ainda mais se o carro for bom o bastante para brigar por coisas grandes. 

#55 Carlos Sainz: o espanhol percorreu um caminho errático na F1 até chegar à Ferrari. Chegou à categoria em 2015 como membro da academia Red Bull. Começou pela Toro Rosso ao lado de Max Verstappen. Se mudou para a Renault no meio de 2017 e fez apenas uma temporada e meia pelo time. Depois, migrou para a McLaren em 2019, onde fez boa campanha ao lado de Lando Norris até 2020. Seu desempenho lhe rendeu uma oportunidade na Ferrari em 2021. 

A adaptação à Scuderia foi rápida e Sainz logo estava andando muito próximo a Charles Leclerc, então referência dentro da equipe. Muito regular, o espanhol subiu ao pódio quatro vezes - contra apenas uma de Leclerc - e terminou o campeonato em 5º, sendo o primeiro depois dos pilotos de Mercedes e Red Bull. 

Chegou o momento de afirmação. Aos 27 anos, Sainz pode ter a oportunidade de sua vida em 2022. Apesar de menos celebrado, ele já se mostrou capaz de bater de frente com praticamente qualquer piloto do grid atual. Com um carro apenas um pouco melhor que o do ano passado, ele pode sonhar com vitórias na temporada que se inicia. Mantendo o nível de pilotagem dos últimos anos, elas virão, mais cedo ou mais tarde. 

Sainz vai à pista com o F1-75
Sainz vai à pista com o F1-75
Foto: Ferrari / Twitter

O carro de 2022 

A Ferrari causou frisson quando lançou o F1-75. Primeiro, porque a pintura é praticamente uma releitura dos modelos da Scuderia do início dos anos 1990, com um tom de vermelho mais escuro e asas pretas. Depois, porque a equipe ousou no desenho, utilizando formas e soluções não vistas nos modelos da concorrência. As cores e formas fazem do carro da Ferrari, inegavelmente, um dos mais bonitos do grid de 2022. 

Seria fácil identificar o F1-75 mesmo se todas as equipes corressem com a mesma pintura. O bico é mais fino e pontudo que a maioria dos concorrentes – e diferente do conceito adotado pela própria Ferrari nos últimos anos, quando costumava ter o bico mais largo. Mas a parte que mais chamou a atenção foram os sidepods. Eles são largos e retos na face lateral, enquanto a parte superior é bastante escavada, formando uma espécie de canal logo atrás das entradas de ar. Ainda, há saídas de ar que jogam o ar quente do compartimento do motor diretamente no tal canal. 

Você pode conferir nossa análise técnica completa do carro nesse artigo.  

Detalhe das laterais escavadas do F1-75: aspecto de "bola murcha"
Detalhe das laterais escavadas do F1-75: aspecto de "bola murcha"
Foto: Ferrari / Twitter

A pré-temporada 

Boa parte do “hype” criado em torno da Ferrari vem do desempenho sólido nos testes de pré-temporada. A equipe fez a maior quilometragem nos três dias de Barcelona e esteve no top-3 nesse quesito no Barein. No cômputo geral, foi a equipe com mais tempo de pista. Rodar nos testes sem problemas de confiabilidade e acumular o máximo de dados possível é um bom indicativo. 

Quanto ao desempenho, os carros vermelhos sempre estiveram na parte de cima da tabela de tempos nas simulações. Os tempos indicam que o F1-75 é particularmente bom em curvas de baixa velocidade. Ainda é cedo para cravar que a Ferrari acertou a mão no carro, mas há sinais que indicam isso. 

Leclerc testa o F1-75 no Barein
Leclerc testa o F1-75 no Barein
Foto: FIA / Twitter

Expectativas para 2022 

A Ferrari está cansada de esperar. A seca de títulos já vai para uma década e meia, com o fundo do poço em 2020. A equipe se reergueu rápido em 2021, e a chance de pegar um atalho rumo à prateleira de cima com o novo regulamento parece ter sido bem aproveitada. O carro dá indícios de ser competitivo e, mais importante nesse primeiro momento, confiável. 

Começar bem uma fase nova da Fórmula 1 é sempre uma vantagem importante. Partir de um ponto inicial alto diminui o caminho rumo ao topo. Se a Ferrari vai ser boa o bastante para brigar por títulos já em 2022, é cedo para cravar. Mas, com um projeto bem nascido, o desenvolvimento até lá tendo a ser mais rápido. 

Um ponto de atenção tende a ser a dupla de pilotos. Ambos são talentosos e com desempenho muito próximo, como ficou claro em 2021. Como terceira força, é ótimo ter uma dupla assim, pois isso ajuda o time a acumular mais pontos. Mas se a briga passar a valer vitórias, a disputa saudável pode descambar para uma rivalidade interna. A ver como se desenrola a temporada.  

Os tifosi estão com o grito de “é campeão” entalado na garganta faz tempo. É bem possível que o título ainda não venha esse ano, mas pelo menos algumas vitórias já são ansiosamente aguardadas pelos torcedores. E parece ser algo bem alinhado às possibilidades da equipe.

Parabólica
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