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George Russell, cada vez mais à vontade na Mercedes e na F1

O inglês cada vez mais cria seu espaço na Mercedes e também constrói seu nome como um dos principais pilotos para o futuro da F1

25 mai 2022 08h00
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George Russel: aos poucos, o inglês vai criando seu espaço na F1
George Russel: aos poucos, o inglês vai criando seu espaço na F1
Foto: Mercedes AMG F1 / Divulgação

Quem acompanha F1 está acostumado a tratar com o nacionalismo da imprensa britânica. Querendo ou não, como boa parte das equipes estão na Grã-Bretanha, as notícias que chegam para o mundo têm um acento muito forte para o lado deles. Por este motivo, quase todo piloto britânico que aparece acaba sendo o mais novo dominador da F1....

Quando George Russell apareceu sendo incensado pela mídia britânica, logo se pensou que seria mais um caso de empolgação. Mas a campanha feita na base dava motivos para analisar com cuidado: Campeão da F4 inglesa 2014, 2º lugar Master F3 2015, 3º lugar na F3 Europeia 2016 e campeão na GP3 e FIA F2 em 2017 e 2018.

Não à toa, a Mercedes prestou atenção no potencial. Mas o que chamou a atenção foi a apresentação feita pelo piloto e Toto Wolff o apadrinhou. Tanto que tratou de colocá-lo na Williams para iniciar a preparação para futuros passos.

O período na Williams foi um daqueles que os próprios ingleses chamam de construtor de caráter. A equipe, mesmo com toda sua história, se encontrava no meio de uma crise técnica e financeira. Russell acabou sendo um dos pontos de apoio de recuperação, especialmente quando se tornou titular em 2020.

Mesmo com uma Williams deficiente em relação aos demais, o britânico conseguiu mostrar seu valor em qualificações, conseguindo se colocar várias vezes no Q2. Isso não passou desapercebido pela Mercedes, que o chamou para substituir Lewis Hamilton no GP do Sakhir de 2020. Ali, Russell pode mostrar do que poderia fazer.

“Ah, mas com o W11, é fácil!” Claro que andar em um bom carro ajuda. Mas Russell mostrou ritmo e se adaptou muito bem ao time. Digamos que ali foi o seu passaporte de entrada para voos mais altos. No ano seguinte, seguiu na Williams e se consolidou muito mais no processo. A 2ª posição no (não) GP da Bélgica deu força. E a sua confirmação para este ano na Mercedes foi uma espécie de prêmio.

Sua abordagem até aqui tem sido bem cautelosa, mas com muitos resultados. Mesmo com o W13 não tendo nascido de acordo com a equipe planejou, talvez a experiência com os carros problemáticos da Williams deu a confiança para lidar com este cavalo xucro que a Mercedes gerou até aqui.

O fato é que Russell tem sido mais efetivo do que Hamilton, embora tenha contado com menos sobressaltos. O importante é que, até aqui, ao menos para consumo externo, há um respeito à hierarquia e os dois vem se dando bem. Afinal de contas, Russell é o futuro da equipe e aparentemente esta é a visão: preparar uma transição em alto nível.

Barcelona foi a prova até aqui onde a Mercedes pode mostrar o desempenho que esperava ter desde o início do ano. E Russell mostrou a que veio. Embora tenha sido ajudado pelas questões estratégicas acontecidas com Hamilton, até agora marcou mais pontos e mostrou ter fibra para defender posições. Ok, Verstappen estava com problemas de DRS, mas Russell fez o seu trabalho.

Talvez, neste fim de semana, tenha carimbado o seu passaporte como um piloto de time grande. Se será um vencedor efetivo, veremos. Mas o potencial está ali e há um aspecto que não pode ser ignorado: embora Hamilton seja multicampeão, ele não é uma unanimidade no Reino Unido. Russell acaba sendo uma figura mais próxima do que seria um considerado “inglês padrão”.

Independentemente disso, é bom ver um piloto em construção. Avante, Russell!!

Parabólica
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