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FIA propõe novas regras contra a oscilação para a F1 2023

FIA e equipes discutem novas regras para os carros da F1 2023, visando restringir (mais) o uso aerodinâmico dos assoalhos

15 jul 2022 - 07h03
(atualizado às 08h39)
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Fundo da Ferrari em Imola: a FIA quer dificultar a vida dos times em 2023.
Fundo da Ferrari em Imola: a FIA quer dificultar a vida dos times em 2023.
Foto: Tobi Gruener / Twitter

Equipes e a FIA se reuniram na última quinta, dentro do Comitê Técnico Consultivo (TAC, em inglês) para aprofundar as discussões sobre a introdução das regras de diminuição da quicada (porposing) nos carros.

A FIA confirmou que a Diretiva Técnica 039, que foi proposta às vésperas do GP do Canadá e revisada antes do GP da Inglaterra será realmente cobrada a partir do GP da Bélgica. Mas as equipes usarão o GP da França para poder testar como será feita a métrica por parte dos fiscais e já irem se adaptando às novas regras.

O que chamou a atenção foram as propostas que apareceram visando o próximo ano. Como até falamos anteriormente, as medidas iniciais eram de curto prazo. Agora, a visão é olhar mais à frente. Embora poucas, são mudanças que podem fazer os técnicos trabalhar um pouco mais para os projetos de 2023, que começarão a entrar no foco dos times.

Basicamente, o foco é o assoalho, que gera mais da metade da pressão aerodinâmica de um F1 dentro deste novo regulamento. Eis as 4 linhas:

- Aumento de 25mm (2,5 cm) na altura do carro;

- Aumento do vão do difusor traseiro;

- Endurecimento dos testes de flexão dos assoalhos laterais; e

- Uso de novos sensores para ajudar a medir a oscilação aerodinâmica.

Resumo das alterações propostas pela FIA para a temporada  2023 da F1
Resumo das alterações propostas pela FIA para a temporada 2023 da F1
Foto: Craig Scarborough / Twitter

Os dois primeiros itens têm por objetivo deixar os carros mais longe do chão e assim, gerando menos pressão aerodinâmica. Menos pressão, logo menos oscilação e velocidade. E a mudança dos testes tem por objetivo dificultar o uso da flexão do piso para ganhar mais pressão (o que todo mundo hoje usa, mas reza que alguns dizem que Red Bull e Ferrari usam mais).

Em tese, isso ajuda a reduzir a oscilação aerodinâmica, chamada de quicada (ou o porpoising). Mas não resolve totalmente a questão do balanço. Aí, começa a entrar a questão do acerto de suspensão, que foi bem simplificada este ano em relação aos anos anteriores, e que as equipes gostariam de voltar justamente para tratar esta movimentação do carro.

O problema do carro movimentar muito é a falta de estabilidade no fluxo de ar, gerando mais dificuldade para que flua no carro, gerando menos pressão. Com isso, menos aderência e velocidade. Sem contar a dificuldade na gestão dos pneus...Por isso que uma das soluções dos times é endurecer a suspensão para reduzir isso. Mas prejudica demais a direção pelo piloto...

Mas fica claro que a FIA quer reduzir a velocidade através da restrição aerodinâmica, como sempre o fez historicamente. E mais uma vez, os técnicos darão a sua resposta... Mas as regras ainda serão avaliadas e devem ser aprovadas em reunião do Conselho Desportivo Mundial da FIA.

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