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Asfalto do Circuito das Américas pode ser problema para F1

Palco da próxima corrida da F1, circuito do Texas foi alvo de reclamações dos pilotos da MotoGP em razão das más condições do asfalto

14 out 2021 21h43
| atualizado às 21h57
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O Circuito das Américas, em Austin, Texas, é palco do GP dos Estados Unidos desde 2012
O Circuito das Américas, em Austin, Texas, é palco do GP dos Estados Unidos desde 2012
Foto: COTA / Twitter

A Fórmula 1 volta ao continente americano em 2021 após um hiato em 2020 provocado pela pandemia do coronavírus. A sequência de três corridas do lado ocidental do Atlântico começa nos Estados Unidos, no fim de semana de 22 a 24 de outubro. E a prova já gera alguma preocupação nas equipes antes mesmo de a estrutura da F1 ser montada por lá. Tudo porque o asfalto do Circuito das Américas não parece estar em suas melhores condições. 

O autódromo, construído sobre em uma área de solo instável na região de Austin, no Texas, sofre com problemas de ondulação com alguma frequência. Na última vez em que recebeu a F1, em 2019, o asfalto precisou passar por obras emergenciais durante o fim de semana do Grande Prêmio, após reclamações dos pilotos. Mesmo assim, a suspensão da Ferrari de Sebastian Vettel se quebrou na corrida, segundo a equipe, em razão das ondulações do piso. 

A administração do circuito providenciou reformas no asfalto de vários trechos da pista em vista das corridas que receberia em 2020, mas a pandemia acabou por cancelar eventos de nível internacional que seriam realizados naquele ano e as obras só foram coladas à prova em 2021. 

Depois de mais de um ano e meio sem eventos de grande porte, o Circuito das Américas voltou a receber a MotoGP recentemente, no dia 3 de outubro. E o que se viu não foi animador: os pilotos reclamaram bastante das condições do asfalto e exigiram um recapeamento de todo o trecho sinuoso entre as curvas 2 e 11 como condição mínima para a categoria voltar ao local em 2022. 

Ciente do possível problema, Michael Masi, o diretor de prova da F1, enviou ninguém menos que Tony Cotman, experiente dirigente da IndyCar e responsável pelo design de algumas das pistas usadas pela categoria americana, para inspecionar o circuito e dar seu parecer. Masi falou ao portal Autosport sobre a situação. 

“Conversei por telefone com os colegas da FIM [Federação Internacional de Motociclismo] enquanto eles estavam em Austin para entender a situação por completo. As áreas apontadas pelos pilotos [da MotoGP] são diferentes daquelas que foram recapeadas [pós-2019]”, contou Masi. “O Tony Cotman, que é um dos mais inspetores mais gabaritados da FIA, já foi até Austin essa semana e fez um relatório.” 

Masi, no entanto, não se mostrou preocupado, e acredita que os organizadores conseguirão consertar os problemas a tempo. “O circuito está recebendo mudanças para resolver algumas das preocupações. Eles vão remover alguns ressaltos, coisas assim. Mas temos algum tempo. Eles vão fazer tudo que puderem dentro do prazo.”  

As ondulações e os possíveis trechos com remendos no asfalto, se feitos às pressas, podem influenciar no comportamento dos carros. O ajuste fino das suspensões e escolha certa de pneus tendem a ser desafios extra às equipes, que darão ainda mais importância aos treinos livres. 

Assim, o solo do oeste americano, que no passado desafiou homens em busca de riqueza, pode se tornar um desafio a mais aos homens em busca da glória na já desafiadora temporada de 2021 da Fórmula 1. 

Parabólica
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