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A razão pela qual o número 13 já foi proibido na F1

O número 13 é considerado um número de azar, mas no automobilismo a má reputação veio nos anos 1920

5 jan 2022 17h48
| atualizado às 17h49
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Pastor Maldonado usando o 13 durante o GP da Malásia de 2015
Pastor Maldonado usando o 13 durante o GP da Malásia de 2015
Foto: Wikimedia Commons

Na F1 atual, é permitido usar qualquer número entre 2 e 99, com exceção do 17, aposentado após a morte de Jules Bianchi em 2015. O número 1 é reservado ao campeão do ano anterior, Lewis Hamilton não exerceu esse direito em nenhum dos seus títulos, mantendo o 44, mas Max Verstappen já anunciou esse ano que irá.

Mas antes deste regulamento, que vigora desde 2014, a F1 tinha um sistema onde normalmente o 13 era ignorado. No GP da Grã-Bretanha de 1950, o primeiro da história da categoria, o número não constava, sendo pulado. Apenas uma vez um piloto conseguiu se qualificar para uma corrida com esse número antes de 2014, foi com o mexicano Moisés Solana no GP do México de 1963, com uma BRM, ele largou em 11° lugar, estava em 8° quando seu carro quebrou, na 57° volta.

Em 1974, a F1 começou a usar um modelo de numeração fixa entre as equipes, excluindo o 13 novamente. Em 1996, um novo modelo que determinava a ordem dos construtores e novamente o número foi ignorado. Apenas em 2014, um piloto usou regularmente, foi o venezueano Pastor Maldonado, da Lotus, que saiu da categoria em 2015, desde então o número não voltou.

Mas por que esse receio com a numeração? Na verdade vem de bem antes da F1 nascer, foram dois acidentes nos anos 1920 envolvendo esse número. Em 1925, no GP de San Sebastian, na Espanha, Paul Torchy bateu seu carro número 13 e morreu. Em 1926, na corrida de Targa Florio, na Itália, foi Giulio Masetti que acabou tendo um acidente fatal. Juntando isso a uma superstição que já existia com o 13, acabou fazendo ser descartado da maioria das competições automobilísticas da época, uma tradição que a F1 herdou.

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