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10 recordes muito difíceis de serem batidos na F1

Durante os últimos anos, tivemos várias quebras de recordes na F1. Porém, alguns são bem difíceis de bater

31 out 2021 - 13h04
(atualizado às 13h21)
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Na F1, vimos nos últimos anos, principalmente com Lewis Hamilton, a quebra de vários recordes que, inicialmente, pareciam impossíveis. Entretanto, existem alguns muito difíceis de bater, resistindo inclusive desde a origem da categoria. 

1 - Vitórias consecutivas

Sebastian Vettel vencendo o GP do Brasil de 2013
Sebastian Vettel vencendo o GP do Brasil de 2013
Foto: Red Bull Racing / Twitter

Esse recorde foi quebrado há 8 anos, com Sebastian Vettel, após uma sequência de nove vitórias seguidas, do GP da Bélgica até o GP do Brasil de 2013. O recorde anteriormente pertencia a Alberto Ascari, que, entre 1952 e 1953, conquistou sete vitórias seguidas. Poderiam ser nove, mas na época existia a Indy 500 no calendário da F1 e o italiano não foi disputá-la. Em 2004, Michael Schumacher igualou o recorde de Ascari, que depois viria a ser quebrado por seu compatriota. 

2 - Pódios consecutivos

Michael Schumacher no pódio do GP do Brasil de 2002
Michael Schumacher no pódio do GP do Brasil de 2002
Foto: F1 / Twitter

Esse recorde pertencia a Jim Clark, que conquistou nove pódios seguidos do GP da Bélgica até a África do Sul de 1963. Niki Lauda, Nelson Piquet e Michael Schumacher chegaram a igualar o recorde. Mas foi entre os GPs dos EUA de 2001 e o GP do Japão de 2002 que Michael Schumacher quebrou o recorde e aumentou o número para 19. Contando com todas as etapas de 2002, o que faz de Michael até hoje o único piloto a estar em todos os pódios em uma temporada. 

Hamilton chegou a fazer 16 entre o GP da Itália de 2014 e o GP da Grã-Bretanha de 2015, mas insuficiente para quebrar a marca do alemão. 

3 - Poles consecutivas

Ayrton Senna durante a temporada de 1988
Ayrton Senna durante a temporada de 1988
Foto: F1 / Twitter

Entre o GP da Espanha de 1988 e o GP dos EUA de 1989, Ayrton Senna emplacou oito poles seguidas. Não parece muito, porém nunca foi alcançado por outro piloto. O próprio Senna fez uma sequência de sete entre o GP da Espanha de 1990 e o GP de Mônaco de 1991. Outros três pilotos chegaram a sete: primeiro foi Alain Prost entre o GP da África do Sul e do Canadá de 1993, depois Michael Schumacher, entre o GP da Itália de 2000 e o GP do Brasil de 2001 e, por fim, Lewis Hamilton, entre os GP de Mônaco e Itália de 2015. 

4 - Grand Chelem

Jim Clark mantém um dos recordes mais antigos da F1
Jim Clark mantém um dos recordes mais antigos da F1
Foto: F1 / Twitter

Este não é só um dos recordes mais difíceis de ser batido. Mas também fazer apenas um já é algo difícil. Um Grand Chelem é quando um piloto consegue fazer a pole, volta mais rápida, lidera todas as voltas e vence a prova. O recordista desde o GP da África do Sul de 1965 é Jim Clark, que chegou a seis naquele momento e bateu Alberto Ascari, que tinha cinco, e ampliou o recorde para 8. 

O feito já dura 56 anos sem ser batido, Michael Schumacher chegou a cinco e Lewis Hamilton atualmente tem seis, o último conquistado no GP de Abu Dhabi de 2019. Será que o britânico vai conseguir bater?  

5 - Voltas/Km consecutivas na liderança

Alberto Ascari foi dominante com a Ferrari nos anos de 1952 e 1953
Alberto Ascari foi dominante com a Ferrari nos anos de 1952 e 1953
Foto: Ferrari / Twitter

Aqui está um dos recordes mais antigos da F1. Alberto Ascari conseguiu liderar 305 (2075 km) voltas entre o GP da Bélgica e dos Países Baixos de 1952. Este já dura 69 anos e é extremamente difícil de ser batido, quem chegou mais perto foi Ayrton Senna entre Grã-Bretanha e Itália de 1988, foram 264 voltas (1435 km). Do grid atual, Sebastian Vettel é o que chegou mais perto, entre o GP de Singapura e da Índia de 2012, foram 205 voltas (1112 km). 

6 - Vitórias consecutivas por motor

A Tyrrell 003 equipada com o motor Ford Cosworth DFV
A Tyrrell 003 equipada com o motor Ford Cosworth DFV
Foto: John Chapman / Wikipedia Commons

Esse recorde não poderia ser de outra marca que não fosse a Ford Cosworth. O motor DFV 3.0 V8 teve um período de 16 anos sendo competitivo na categoria, quando equipava quase todas as equipes, com exceção da Ferrari e de algumas outras. Estando várias equipes, os recordes vieram, entre o GP Grã-Bretanha de 1968 e o GP de Mônaco de 1970 foram 20, mas entre o GP da Áustria de 1972 e o GP de África do Sul de 1974 veio uma sequência ainda maior: 22 vitórias. 

Quem chegou mais próximo do recorde foi a Renault, entre o GP da França de 1995 e o GP de San Marino de 1996, foram 16, divididas entre Williams e Benetton. Em 1988, a Honda conseguiu 11, a Ferrari conseguiu 10 em 2002 e a Mercedes já conseguiu três sequências de 10 vitórias nos últimos anos. 

7 - Voltas mais rápidas em corridas consecutivas

Também pertencente a Alberto Ascari: entre o GP da Bélgica de 1952 e o GP da Argentina de 1953 foram sete. Quem chegou mais próximo do recorde foi Kimi Raikkonen entre o GP da Espanha e o GP da Grã-Bretanha de 2008. 

8 - Porcentagem de vitórias de uma equipe em uma temporada

Em 1988, a lendária McLaren MP4/4 pilotada por Ayrton Senna e Alain Prost conseguiu 15 vitórias em 16 corridas, um aproveitamento de 93,75%. Desde então quem chegou mais perto foram a Ferrari de 2002, vencendo 15 de 17 etapas (88,24%) e a Mercedes de 2016, vencendo 19 de 21 etapas (90,48%). 

9 - Maior aproveitamento de pontos válidos possíveis

Alberto Ascari durante o GP da Suíça de 1953
Alberto Ascari durante o GP da Suíça de 1953
Foto: Ferrari / Twitter

Esse recorde não pode ser batido, apenas igualado. Mas para isso um piloto teria que vencer todas as etapas com a volta mais rápida, em um cenário de 23 etapas por ano e economia de equipamento, isso se torna improvável. 

O 100% de aproveitamento aconteceu três vezes na F1. Mas vale lembrar que na época existia descarte de pontos e os piores resultados eram excluídos. Em 1952, Alberto Ascari fez 53,5 pontos, vencendo seis etapas das oito no ano e fazendo cinco voltas mais rápidas, que contava um ponto. Tendo apenas os quatro melhores resultados considerados, Ascari ficou com 36 pontos. 

Vale lembrar que ele não participou da primeira prova do ano por conta dos preparativos da Ferrari para disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Até hoje a única vez que a marca italiana correu na lendária prova e esta contava para o campeonato de pilotos na época. Ascari abandonou a prova e venceu as outras seis etapas do campeonato. 

As outras duas vezes que isso aconteceu foi com Jim Clark, nos dois títulos do piloto britânico: o primeiro em 1963, Clark fez 74 pontos, foram sete vitórias, um segundo lugar, um terceiro lugar e um sexto lugar. Só contaram os seis melhores resultados, por conta disso ele fechou com 54 pontos. 

Em 1965, Clark disputou a Indy 500, que não fazia mais parte do calendário da F1. Por isso, ele não pode participar do GP de Mônaco. Mas Clark venceu as primeiras seis corridas em que participou e só contavam seis resultados para o resultado. Depois ele sofreu com quebras nas três últimas etapas. Portanto, fechou com 54 pontos, sem descarte de resultado. 

10 - Vencedor mais jovem e o mais velho

Max Verstappen após vencer o GP da Espanha de 2016
Max Verstappen após vencer o GP da Espanha de 2016
Foto: F1 / Twitter

Em 2016, Max Verstappen venceu o GP da Espanha, com 18 anos, 7 meses e 15 dias,  quebrando o recorde anterior, que era de Sebastian Vettel, por aproximadamente 2 anos e 6 meses. Então bastaria um piloto chegar muito jovem na categoria para conseguir não é mesmo? Mas o problema é que a entrada precoce de Max Verstappen na F1 em 2015, com apenas 17 anos, fez com que a FIA mudasse a regra. Agora, apenas pilotos maiores de 18 anos podem entrar, além da regra de pontos para tirar a superlicença. Tudo isso dificulta muito as coisas.

Se o recorde de piloto mais novo já é difícil, o de mais velho parece improvável e também um dos mais antigos da categoria. A marca é de Luigi Fagioli no GP da França de 1953. A vitória na verdade foi dividida com Juan Manuel Fangio. Porém na época existia uma regra onde um piloto podia dividir o carro com outro. Fangio liderava a prova e começou a ter problemas no motor, caindo para último. 

Então a Alfa Romeo solicitou que Fagioli, que estava em terceiro, trocasse de carro com Fangio. O argentino levou o carro à vitória, enquanto Fagioli pegou o carro de Fangio, abandonando a prova. Mas para os registros, o italiano venceu a corrida, com 53 anos e 22 dias. Acontece que os pilotos atualmente não conseguem chegar a essa idade. Na verdade, o máximo nos últimos anos foi o caso de Michael Schumacher, que tinha 43 anos quando se aposentou e já não era competitivo.

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