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A revolução chamada Tesla está apenas começando

Elon Musk quer produzir veículos elétricos como carrinhos de brinquedo e aposta num modelo "popular" de US$ 25 mil

28 set 2021 05h00
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Tesla Model Y.
Tesla Model Y.
Foto: Tesla / Divulgação

Elon Musk e seus famosos carros elétricos Tesla estão se difundindo no mercado. Em operação desde 2003, a montadora enfrentou diversas dificuldades para se estabelecer no mundo dos negócios, mas, em 2020, a empresa de Musk conseguiu um feito histórico: fechou, pela primeira vez, o ano com lucro líquido de US$ 721 milhões (R$ 3,8 bilhões). 

Todo o sucesso que a companhia californiana conquistou nos últimos anos é decorrente de alguns fatores, mas os principais são a tecnologia envolvida na produção dos carros Tesla e a autonomia de suas baterias, garantida pelas estações de abastecimento – os chamados Superchargers. 

Ainda que a Tesla seja reconhecida no mundo, no Brasil os carros ainda não são acessíveis, tanto pelo preço quanto pela falta de infraestrutura para abastecer os veículos elétricos. O Roadster foi lançado em 2008, na sequência foi a vez do Model S, com características tão únicas que ganhou diversos prêmios de melhor carro. O próximo foi o Model X, o Model 3 e o Model Y, o mais recente, lançado no ano passado: um SUV com capacidade de até sete lugares. 

O Model Y tem dois motores elétricos que permitem aceleração de 0 a 96 km/h em 3,5 segundos, autonomia de até 450 km com uma carga completa e velocidade máxima de 250 km/h, na versão Performance. Na Long Range, também com dois motores e tração AWD, o modelo atinge 96 km/h em 4,8 segundos. Na linha Standard Range, o carro chega a 96 km/h em 5,3 segundos. 

Graças à grande tecnologia envolvida na fabricação dos carros Tesla, novos modelos chegam ao mercado com uma periodicidade menor do que aquela com a qual os consumidores estão acostumados. Por conta disso, as novidades da companhia costumam animar qualquer fã do universo automobilístico. 

Tesla: inovação em tudo.
Tesla: inovação em tudo.
Foto: Tesla / Divulgação

As próximas apostas da Tesla envolvem um carro elétrico “popular” de US$ 25 mil, previsto para chegar ao mercado até 2025 (mas que pode chegar às ruas antes disso) e uma nova versão do Tesla Roadster, que deveria ser lançada em 2021, mas teve data atrasada para 2022. Outro projeto – esse ainda sem previsão – está relacionado à forma de fabricar os automóveis: a intenção de Elon Musk é que os próximos veículos sejam produzidos como carrinhos de brinquedo, ou seja, em uma fundição completa. 

Um diferencial da Tesla que chama muita atenção é o seu sistema de direção semiautônoma Autopilot, que está presente desde 2016. Esse é um opcional que pode ser adquirido pelo motorista e inclui recursos que dão a um Tesla a capacidade de dirigir, acelerar e frear de forma automática, além de abranger oito câmeras de 360 graus, 12 sensores ultrassônicos, radar frontal, ferramentas de processamento de visão, computador de bordo, entre outros equipamentos. 

Para adquirir o sistema de piloto automático, existem dois pacotes: o Autopilot e o Full Self-Driving Capacity. O Autopilot dá acesso aos recursos de controle de cruzeiro ciente do tráfego (Cruise Control) e suporte na direção de uma faixa de velocidade (Autosteer). Já o segundo pacote é mais completo e permite navegação no piloto automático (versão beta), mudança automática de pista, estacionamento autônomo (Autopark), navegação inteligente por ambientes mais complexos e identificação de sinais de trânsito. 

A tecnologia da Tesla ainda não é 100% autônoma e depende do controle de quem dirige. Infelizmente, muitos acidentes envolvendo o Autopilot já aconteceram quando motoristas desviaram sua atenção da direção para jogar ou, até mesmo, ver um filme. E vale lembrar que, por enquanto, essa não é uma realidade para todos. ‍ 

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*Diego Fischer é CEO da Carupi, startup de tecnologia de compra e venda de automóveis – carupi@nbpress.com / https://carupi.com

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