Viva ou morta? Brasileira é encontrada a 500m de profundidade na Indonésia
Brasileira Juliana Marins foi encontrada a 500m de profundidade em uma área de difícil acesso, na Indonésia; segundo informações, ela está imóvel
Nesta segunda-feira (23/06), as autoridades locais da Indonésia encontraram o corpo da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que estava desaparecida desde o último sábado após um acidente em uma trilha no Monte Rinjani, um dos maiores vulcões da Indonésia.
Segundo imagens feitos por um drone, a jovem estava "visualmente imóvel" e em uma área de risco, presa em local rochoso a cerca de 500 metros de profundidade.
Viva ou morta?
A brasileira foi localizada a 500m e para conseguir realizar sua captura, equipes iniciaram duas frentes de trabalho, que foi feito até 350 metros para colocar um novo material de ancoragem. Mas, de acordo com os socorristas, a presença de dois relevos no local não permitiu a instalação da estrutura de apoio.
Devido à dificuldade, os profissionais iniciaram a descida por escalada e durante a tentativa, tiveram que lidar com terrenos extremos e condições climáticas dinâmicas, com formação de neblina densa, o que reduziu a visão e aumentou o risco do serviço. Para evitar mais problemas, a equipe precisou recuar e permanecer em segurança até nova tentativa.
Após a tentativa que não deu certo, foi feita uma reunião online com o governador da província de Sonda Ocidental e como orientação, o Governador incentivou a aceleração da evacuação com a opção de uso de helicópteros, considerando o período crítico de 72 horas ('Tempo Dourado') para resgates na natureza.
O chefe do Escritório de Mataram Basarnas respondeu ao comentário do governador, explicando que, embora viável, a ação aérea dependeria da compatibilidade da aeronave com o tipo de serviço. Ele também alertou para o impacto das "rápidas mudanças climáticas", que podem interferir diretamente no uso do helicóptero para o resgate da jovem brasileira.
"A equipe permanece de prontidão e comprometida em continuar os melhores esforços em prol da segurança e da humanidade. A natureza deve ser respeitada, a segurança continua sendo o principal fator", finaliza o comunicado emitido pelo parque.
Até o momento, a família de Juliana afirma que a jovem está sem água, sem comida e agasalhos por 3 dias. Os trabalhos para recuperar a brasileira voltaram nesta segunda (23), mas a preocupação de amigos e familiares só aumentam.