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Violência doméstica: 81% das lesões em mulheres são no rosto

Dados médicos revelam que a face é o principal alvo em agressões, atingindo diretamente a autoestima feminina

20 fev 2026 - 16h18
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Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, um dado médico gera um alerta no Brasil.

Confira dados sobre violência doméstica no Brasil
Confira dados sobre violência doméstica no Brasil
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Levantamentos recentes mostram que 81% das mulheres vítimas de violência doméstica apresentam lesões na face.

A face é o alvo principal por representar a identidade e a autoestima da mulher. Atingir o rosto significa tentar ferir a dignidade e a imagem da vítima de forma simbólica.

Cirurgiões bucomaxilofaciais são, muitas vezes, os primeiros a identificar esses sinais graves em ambientes hospitalares.

As lesões invisíveis: O que acontece além dos hematomas

Muitas vítimas acreditam que sofreram apenas impactos superficiais após uma agressão. No entanto, os traumas podem atingir estruturas ósseas e dentárias profundas.

Segundo a especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Dra. Juliana Búrigo, os danos variam entre tecidos e ossos.

Principais consequências físicas:

  • Hematomas, cortes profundos e inchaços severos.

  • Fraturas nos ossos da maçã do rosto, nariz e maxila.

  • Dentes quebrados, deslocados ou perda total da dentição.

  • Dificuldades funcionais para falar ou realizar a mastigação.

Estudos indicam que 41% das fraturas ocorrem no terço médio da face. Já 15% atingem a mandíbula, o que compromete movimentos básicos do dia a dia.

O perfil da agressão e o ciclo da violência

Os dados revelam um padrão preocupante sobre quem comete esses atos violentos no ambiente doméstico.

Cerca de 90% dos agressores são companheiros ou parceiros íntimos das vítimas. Além disso, 33% das mulheres atendidas já haviam sofrido agressões anteriores.

Em quase 68% dos casos, a violência ocorre por meio de socos e tapas direcionados. Esses impactos podem causar visão dupla, dormência facial e até riscos neurológicos graves.

Sentir tontura ou confusão mental após um impacto são sinais que exigem socorro médico imediato.

Atendimento rápido reduz sequelas permanentes

O tempo entre a agressão e o socorro médico determina a qualidade da recuperação física.

Quando uma fratura óssea não é tratada rapidamente, ela pode cicatrizar de forma incorreta. Isso causa deformidades faciais permanentes e prejuízos nas funções vitais do rosto.

O atendimento imediato também evita procedimentos dentários mais invasivos ou perdas definitivas.

A recomendação é procurar um pronto atendimento hospitalar com equipe especializada em traumas faciais. Exames como a tomografia computadorizada são essenciais para um diagnóstico completo e seguro.

O impacto psicológico e a reconstrução da identidade

A violência física e o dano emocional caminham juntos de forma muito dolorosa.

Carregar marcas visíveis da agressão intensifica o sofrimento psicológico da mulher. Por isso, tratar as lesões faz parte do processo de recuperação da autoestima ferida.

Buscar ajuda médica e denunciar o agressor são passos vitais para interromper o ciclo. O acolhimento profissional oferece a segurança necessária para a mulher reconstruir sua própria vida.

Não sofra sozinha. Existem redes de apoio e profissionais prontos para ajudar na sua proteção.

Como buscar ajuda?

Se você ou alguém que você conhece está em perigo, utilize os canais de denúncia:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (gratuito e sigiloso).

  • Ligue 190: Polícia Militar (em casos de emergência imediata).

  • Delegacias da Mulher: Procure a unidade mais próxima em sua cidade.

Alto Astral
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