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Vida fora da Terra pode existir, mas visitas são improváveis, dizem especialistas

30 ago 2025 - 09h09
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A busca por vida fora da Terra sempre alimentou a curiosidade humana. O céu noturno, repleto de estrelas, levanta a pergunta inevitável: seria nosso planeta o único lar da vida no universo?

Cientistas investigam vida extraterrestre. Imagem ilustrativa
Cientistas investigam vida extraterrestre. Imagem ilustrativa
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Muitos cientistas afirmam que não. A Via Láctea, uma entre cerca de 200 bilhões de galáxias, abriga aproximadamente 300 bilhões de estrelas. Entre elas, o Sol, essencial para a existência terrestre. A descoberta constante de novos exoplanetas reforça a expectativa de que não estejamos sozinhos.

"Estamos bastante convencidos de que existe vida lá fora", disse a cientista espacial Maggie Aderin-Pocock à BBC News. "É puramente uma questão de números. É probabilidade."

Com telescópios modernos, astrônomos analisam a composição química da luz que atravessa os exoplanetas. Esse método, conhecido como espectroscopia, ajuda a identificar ambientes semelhantes ao da Terra — possíveis candidatos a abrigar organismos vivos.

O professor de Astrofísica da Universidade de Manchester, Tim O'Brien, acrescenta à BBC News: "Nós conhecemos centenas de planetas potencialmente habitáveis. É quase certo que, dentro da próxima década, ou próximo disso, iremos descobrir um planeta que talvez até mostre indícios potenciais de vida."

Vida inteligente é possível?

A própria Terra fornece pistas. Formas de vida foram encontradas em regiões extremas, como as fossas oceânicas mais profundas, antes vistas como inabitáveis. Essa constatação ampliou a perspectiva de que até luas distantes possam sustentar algum tipo de organismo.

Apesar disso, os cientistas ponderam que a vida alienígena, se existir, pode ser simples. "Durante grande parte da história da vida na Terra, a vida era muito simples. Na verdade, foram bilhões de anos de vida bacteriana", explica O'Brien.

A possibilidade de contato com seres inteligentes depende de condições tecnológicas avançadas e de fatores cósmicos difíceis de prever.

Visitantes esperados?

A hipótese de uma visita extraterrestre gera mais dúvidas do que certezas. "Nosso maior problema é que temos apenas um exemplo de vida, e essa vida é a vida neste planeta", diz Aderin-Pocock.

O'Brien lembra que, desde 1960, radiotelescópios tentam captar sinais de civilizações alienígenas. Mas a comunicação interestelar enfrenta obstáculos: diferentes formas de transmissão e distâncias que podem exigir milhares de anos para uma troca de mensagens.

O projeto Breakthrough Listen, da Universidade da Califórnia, busca sinais em milhões de estrelas próximas e no centro da Via Láctea, a 25 mil anos-luz. Uma eventual resposta levaria o mesmo tempo para chegar até nós.

Um longo caminho a percorrer

A viagem física entre estrelas é ainda mais improvável. Nenhuma nave atual consegue cruzar o espaço interestelar. Se humanos não dispõem dessa tecnologia, nossos possíveis vizinhos também podem não tê-la — ou simplesmente não desejar usá-la.

A cronologia da vida terrestre é outro fator. A Terra tem 3,5 bilhões de anos de história, mas os humanos modernos existem há apenas 300 mil. Isso significa que a janela para um encontro é estreita. "Se nossas civilizações não se sobrepuserem, então nunca encontraremos os alienígenas", resume O'Brien.

Se já nos visitaram, pode ter sido antes da chegada dos humanos. Se vierem no futuro, talvez seja quando nossa espécie já não existir.

Perfil Brasil
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