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Vazamento de fluido paralisa perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas

6 jan 2026 - 14h55
(atualizado às 16h15)
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A Petrobras paralisou temporariamente as atividades exploratórias de petróleo e gás na Bacia da Foz do Rio Amazonas, em águas profundas do Amapá, após vazamento de um ‌fluido de perfuração do poço no domingo, informou a empresa nesta terça-feira.

A petroleira adicionou que a perda ‌do fluido foi imediatamente contida e isolada. Segundo a Petrobras, o material atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, "portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas".

Procurado, o órgão ambiental Ibama afirmou que foi notificado pela Petrobras sobre incidente, e que as causas estão em investigação.

A ‍Petrobras levou anos para conquistar uma licença ambiental do Ibama para perfurar na região com forte potencial petrolífero, em meio a uma forte resistência de grupos ambientalistas, indígenas e até de parte do governo federal.

O objetivo com o poço é confirmar a existência de ‌petróleo.

A região da Foz do Amazonas apresenta grande potencial para novas descobertas ‌de petróleo, mas também enfrenta enormes desafios socioambientais, por estar localizada na costa da floresta Amazônica, em um ambiente pouco conhecido e rico em diversos biomas.

Na nota à imprensa, a Petrobras não deu mais detalhes sobre o volume vazado. Mas em documento para Comunicação Inicial de Incidente sobre o caso, visto pela Reuters, a petroleira informou que o volume vazado foi de 14,945 metros cúbicos e ocorreu a uma profundidade de 2.700 metros.

A CNN Brasil havia informado mais cedo que o vazamento do fluido paralisaria as atividades de perfuração por 10 a 15 dias. A Petrobras não deu um prazo.

Na Comunicação Inicial de Incidente, a empresa disse apenas que foram "interrompidas operações para planejamento das próximas operações".

Ao iniciar a perfuração em outubro, a Petrobras estimou que as atividades deveriam durar por cerca de cinco meses.

A perda de fluido foi identificada em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

"As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo", informou a companhia.

"Não ‌há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração", disse a Petrobras.

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