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Uso das canetas emagrecedoras e o risco de desenvolvimento de sarcopenia

Médicos alertam para a perda de massa muscular e danos às articulações durante tratamentos com fármacos injetáveis sem acompanhamento especializado

4 mar 2026 - 05h51
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As canetas emagrecedoras, medicamentos originalmente desenvolvidos para o tratamento da diabetes tipo 2, têm registrado um crescimento expressivo no controle da obesidade em escala global. Embora esses fármacos apresentem eficácia na redução do índice de massa corporal (imc), especialistas do imot advertem que a redução ponderal acelerada, quando realizada sem suporte clínico e físico adequado, pode desencadear a sarcopenia — condição clínica caracterizada pela perda progressiva de força e massa muscular.

Para o endocrinologista Frederico Godoi Cintra, a variação numérica registrada na balança não é o único indicador de saúde durante o tratamento com as canetas emagrecedoras
Para o endocrinologista Frederico Godoi Cintra, a variação numérica registrada na balança não é o único indicador de saúde durante o tratamento com as canetas emagrecedoras
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

As substâncias presentes nas chamadas canetas emagrecedoras atuam mimetizando hormônios gastrointestinais responsáveis pela regulação da glicemia e pelo aumento da sensação de saciedade. Devido a essa propriedade metabólica, tornaram-se ferramentas populares no combate ao excesso de peso. Entretanto, o uso indiscriminado e sem o devido monitoramento profissional pode resultar em desequilíbrios na composição corporal do paciente.

De acordo com o médico ortopedista Marcos Nali, especialista em joelho, o controle do peso é um dos pilares fundamentais para a saúde das articulações, sendo requisito básico em tratamentos de patologias como a artrose. No entanto, o especialista ressalta que a perda de peso extremamente rápida não atinge exclusivamente o tecido adiposo. O processo frequentemente causa uma diminuição acentuada da massa magra, o que compromete a sustentação do esqueleto.

Sobre a necessidade de preservação muscular, Nali afirma:

"é preciso atenção durante o processo de emagrecimento para evitar o enfraquecimento do corpo. os músculos sustentam o corpo e equilibram as articulações, um indivíduo magro, mas sem massa muscular adequada, pode desenvolver sarcopenia e comprometer o funcionamento geral do corpo".

Para o endocrinologista Frederico Godoi Cintra, a variação numérica registrada na balança não é o único indicador de saúde durante o tratamento com as canetas emagrecedoras. O médico destaca que a perda de tecido muscular interfere negativamente no metabolismo basal do paciente e defende que o fármaco não deve ser a única ferramenta utilizada.

Cintra reforça a importância da mudança de hábitos e do acompanhamento:

"o medicamento sozinho não faz milagre. é necessário estratégia e acompanhamento adequado. vale destacar que a perda de massa muscular também afeta o metabolismo. atualmente, recomenda-se a prática concomitante de exercícios voltados à hipertrofia. é muito melhor um paciente que mantém seu volume muscular do que aquele que perde muito peso na balança, mas também apresenta queda significativa de massa magra".

Dessa forma, a intervenção terapêutica busca uma recomposição corporal equilibrada, priorizando a funcionalidade do organismo e a prevenção de doenças degenerativas a longo prazo.

Perfil Brasil
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