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Uiraçu, a águia mais rara do Brasil, é registrada pela primeira vez em parque

17 ago 2025 - 11h09
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Pela primeira vez, câmeras automáticas instaladas pelo Projeto Onças do Iguaçu registraram imagens em vídeo de um uiraçu (Morphnus guianensis) no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. Considerada a águia mais rara do Brasil, a ave está ameaçada de extinção e é uma das maiores aves de rapina das Américas. O flagrante é tratado como um marco para a conservação na região.

Registro inédito de uiraçu no Parque Nacional do Iguaçu
Registro inédito de uiraçu no Parque Nacional do Iguaçu
Foto: Projeto Onças do Iguaçu / Perfil Brasil

O uiraçu habita florestas tropicais e subtropicais, com ocorrência do México ao nordeste da Argentina. No Brasil, é mais frequente na Amazônia. Em alguns estados, a espécie é classificada como em risco crítico de extinção. Em outros, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, já desapareceu completamente. A perda de habitat e a caça estão entre as principais ameaças.

Apesar da semelhança com o gavião-real ou harpia (Harpia harpyja), o uiraçu pertence a outro gênero. Por essa semelhança, também recebe os nomes populares de uiraçu-falso ou gavião-real-falso. No Brasil, é a única águia com mais de um padrão de plumagem. Alguns indivíduos nascem melânicos, com coloração mais escura ou totalmente negra, e todos apresentam uma crista dupla, característica que o diferencia da harpia.

Por que o registro é tão importante?

Segundo a equipe do Onças do Iguaçu, a gravação foi feita quando a ave pousou no solo da floresta. Até então, havia apenas um registro fotográfico no parque, feito em 2022 por um observador de aves. A nova ocorrência amplia o conhecimento sobre a presença da espécie na região.

"O registro de um uiraçu aqui no parque é prova da qualidade ambiental, visto que é um predador do topo da cadeia que precisa de áreas extensas e intactas. O Parque Nacional do Iguaçu segue sendo um refúgio seguro para a vida selvagem", afirma Yara Barros, coordenadora executiva do Onças do Iguaçu.

"Esse registro é fantástico. A distância desse segundo registro de um uiraçu adulto, para o primeiro registro em 2022, evidencia que há mais de um casal no Parque Nacional do Iguaçu, que aparentemente mantém uma população estável da espécie", acrescenta Tânia Sanaiotti, coordenadora do Projeto Harpia no Brasil.

A descoberta reforça a relevância do parque como área estratégica para a preservação de espécies raras e ameaçadas. Para os pesquisadores, cada novo flagrante ajuda a comprovar que grandes predadores ainda encontram espaço para sobreviver em áreas protegidas.

Perfil Brasil
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