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TSE aceita ação contra Lula e Alckmin por abuso de poder político

5 nov 2026 - 19h56
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Resumo
O Tribunal Superior Eleitoral aceitou uma ação do Novo que acusa Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin de abuso de poder político para favorecer sua reeleição. O partido aponta o uso da máquina pública na criação de benefícios e pede a cassação e inelegibilidade da chapa por oito anos. O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva deu cinco dias para a manifestação da defesa antes de decidir os rumos do processo. O processo lista 35 atos do governo, com impacto estimado em quase R$ 100 bilhões.

Partido Novo acusa o governo de usar a máquina estatal a seu favor para se reeleger. Ministro Villas Bôas Cueva deu à defesa prazo de cinco dias para que se manifeste.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou uma ação apresentada pelo Novo contra a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), por abuso de poder político.

Ações questionadas pelo Novo incluem o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis e a proibição das bets
Ações questionadas pelo Novo incluem o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis e a proibição das bets
Foto: DW / Deutsche Welle

O Novo acusa o governo de usar a máquina estatal a seu favor para reeleger os dois, e pede que sejam cassados e declarados inelegíveis por oito anos.

O corregedor-geral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu à defesa prazo de cinco dias para que se manifeste.

Cumprida esta etapa, caberá a Cueva decidir se encerra ou dá continuidade ao processo, com a oitiva de testemunhas e coleta de provas.

O que o Novo diz

A ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) protocolada pelo Novo lista 35 atos normativos editados pelo governo de 1º de janeiro a 16 de outubro de 2026 que criaram ou ampliaram benefícios, ao custo estimado de R$ 99,7 bilhões.

Destas, 12 medidas teriam sido tomadas na reta final da campanha, entre 16 de agosto e 16 de outubro.

As ações questionadas pelo Novo incluem o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas, a proibição das bets e o fim da "taxa das blusinhas".

O partido disputou a Presidência em 2026 com o ex-governador Romeu Zema (MG) no primeiro turno e declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo.

ra (ots)

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