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Trombofilia: falta de diagnóstico e informação pode levar a complicações graves e até fatais

Com sintomas muitas vezes invisíveis, condição pode ser identificada tardiamente e provocar eventos graves como AVC e embolia pulmonar

17 mai 2026 - 11h18
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Silenciosa e muitas vezes negligenciada, a trombofilia é uma condição que pode estar por trás de quadros sérios como trombose, embolia pulmonar e até acidente vascular cerebral (AVC). O grande problema é que, sem diagnóstico precoce, ela pode permanecer oculta até provocar consequências graves.

Trombofilia: falta de diagnóstico e informação pode levar a complicações graves e até fatais. Veja o que diz especialista
Trombofilia: falta de diagnóstico e informação pode levar a complicações graves e até fatais. Veja o que diz especialista
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

"A trombofilia é uma tendência aumentada à formação de coágulos sanguíneos. Isso ocorre devido a alterações na coagulação, que podem ou não ser hereditárias", explica a Dra. Aline Lamaita, cirurgiã vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). "Muitas vezes, a pessoa só descobre a condição após um evento trombótico, como uma trombose ou até abortos de repetição. Mesmo assim, o problema pode continuar sem ser identificado."

Trombofilia: Quando ficar em alerta?

Segundo a médica, algumas situações específicas exigem atenção redobrada. "Trombose antes dos 45 anos, especialmente sem causas aparentes, abortos recorrentes e coágulos em locais incomuns, como nas veias do abdômen, são sinais que merecem investigação", diz. Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar exames de sangue, capazes de identificar alterações genéticas ou nas proteínas relacionadas à coagulação.

Quando um coágulo se forma, os sintomas são claros: inchaço persistente (principalmente nas pernas), dor contínua, mudança de cor e aumento da temperatura na região afetada. "Esses sinais indicam urgência médica. Sem tratamento, o coágulo pode se deslocar e alcançar órgãos vitais, provocando uma embolia pulmonar ou um AVC, que podem ser fatais", alerta Dra. Aline.

O tratamento de emergência envolve, geralmente, o uso de anticoagulantes intravenosos e internação hospitalar para dissolução do coágulo. Já nos casos em que a trombofilia é confirmada antes da ocorrência de trombose, o tratamento costuma ser contínuo e preventivo.

Como prevenir?

Segundo a especialista, o cuidado com o estilo de vida é fundamental. "Mesmo com tratamento medicamentoso, a prevenção depende de bons hábitos. Parar de fumar, manter o peso adequado, evitar o sedentarismo, beber bastante água, alimentar-se bem e não passar muito tempo parado são atitudes essenciais", afirma.

O uso de meias de compressão, que ajudam na circulação venosa, também pode ser indicado, assim como o acompanhamento médico regular. "Vale destacar que uma pessoa com trombofilia pode nunca desenvolver trombose. Da mesma forma, quem teve uma trombose pode não ter trombofilia. Por isso, o acompanhamento com um especialista é essencial para avaliar o risco individual e indicar a melhor conduta", finaliza.

*Fonte: Dra. Aline Lamaita - Cirurgiã vascular, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com curso de Lifestyle Medicine pela Universidade de Harvard. RQE 26557. 

Perfil Brasil
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