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Ataque em Modena, na Itália, reacende debate sobre segurança em áreas para pedestres

A cidade de Modena, na Itália, escapou por pouco de um massacre no sábado (16), quando um motorista atropelou oito pessoas na entrada do centro da cidade antes de parar na vitrine de uma loja.

17 mai 2026 - 11h09
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A tarde estava ensolarada e muitos pedestres circulavam por essa rua a poucos passos da catedral, quando por volta das 16h30 um pequeno Citroën chegou em alta velocidade, atropelando ciclistas e pedestres, segundo imagens de vigilância.

Policiais no local onde um motorista atropelou pedestres no centro de Modena, Itália, em 16 de maio de 2026.
Policiais no local onde um motorista atropelou pedestres no centro de Modena, Itália, em 16 de maio de 2026.
Foto: REUTERS - Stringer / RFI

Uma das rodas do carro travou quando ele subiu na calçada, projetando-o contra a vitrine de uma antiga loja de roupas, onde prendeu uma transeunte e a feriu gravemente nas pernas. Se tivesse continuado, o carro teria passado pelos pórticos e "matado, matado, ou causado ainda mais feridos graves", relatou no domingo à AFP Walter Botorsi, de 76 anos.

"Estou ainda em choque", disse o aposentado, que viu o carro passar "em altíssima velocidade" na tarde de sábado.

Nenhuma barreira impedia a entrada de carros nessa rua, ao contrário do que ocorre em muitos centros exclusivamente para pedestres na Europa desde os atentados de Nice e Berlim em 2016, reivindicados pelo grupo Estado Islâmico. A Itália, até agora, havia sido poupada desse tipo de ataque.

O motorista, um italiano de trinta e poucos anos, de origem marroquina, tentou fugir em seguida, mas foi perseguido e alcançado por quatro transeuntes, diante dos quais sacou uma faca. Ele feriu um deles antes de ser detido, informou a prefeita de Modena em uma coletiva de imprensa no sábado à noite.

O motorista, nascido em 1995, formado em economia, era desconhecido da polícia. Mas em 2022 ele havia passado por "um estado de perturbação psíquica", afirmou a prefeita Fabrizia Triolo. "Ele havia sido atendido pelo centro de saúde mental por transtornos", acrescentou.

Interrogado pela polícia, o homem se mostrou "confuso" e não respondeu às perguntas, segundo a imprensa italiana. Sua casa, perto de Modena, foi revistada sem que fossem encontrados sinais de radicalização islâmica.

"A Itália não está morta"

Três feridos ainda estavam em estado grave na manhã de domingo, incluindo a transeunte que teve as pernas amputadas. O presidente da República, Sergio Mattarella, e a primeira-ministra, Giorgia Meloni, visitaram as vítimas. Eles também parabenizaram um dos pedrestres que desarmou o motorista.

"Mostrei que a Itália não está morta, ela ainda está aqui", disse Luca Signorelli. No sábado, "parecia Beirute, Gaza, vi pessoas fugindo porque estavam com medo. Mas às vezes é preciso reagir", declarou ele à imprensa.

"É um herói", comentou o ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani. "Mesmo ferido, sacrificou-se para salvar a vida de quem estava ali. Agradeço por esse valente ato de altruísmo, é um exemplo para todos."

Modena, cidade média entre Bolonha e as fábricas da Ferrari, acordou no domingo entre "raiva" e "tristeza", relatou Mattia Meschieri, de 38 anos. "Vivemos em uma cidade que amamos (...) e vê-la assim dói muito."

Esse jovem executivo da indústria reuniu na manhã de domingo, no local dos atropelamentos, cerca de cem moradores de Modena de seu comitê cidadão "L'Insolent", criado para pedir mais segurança na cidade.

O mundo político reagiu imediatamente: centro e esquerda destacaram a coragem dos transeuntes que intervieram para deter o motorista, entre eles dois egípcios.

A Liga, partido de extrema direita da coalizão no poder, questionou "a integração dos cidadãos de segunda geração".

O prefeito de Modena, Massimo Mezzetti (centro-esquerda), propôs aos moradores se reunirem no domingo às 19h em solidariedade às famílias afetadas, conclamando a cidade a "unir-se diante daqueles que semeiam o ódio".

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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