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Tornados no Paraná: tempestades provocam estragos e mortes no estado

Fenômenos meteorológicos causados por supercélulas atingiram municípios do interior enquanto chuvas intensas deixaram vítimas em Ponta Grossa

10 set 2026 - 18h28
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Resumo
Tempestades severas provocaram dois tornados no Paraná em menos de 24 horas, atingindo áreas rurais e escolas em Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu. Paralelamente, o volume de chuvas causou um deslizamento em Ponta Grossa que soterrou e matou três pessoas de uma mesma família. Os temporais afetaram ao menos dez municípios com alagamentos e deixaram cerca de 23 mil imóveis sem energia elétrica no estado, enquanto o Simepar analisa os estragos para classificar a força dos fenômenos.

Uma sequência de tempestades severas mobilizou as forças de segurança e órgãos de monitoramento ambiental após a confirmação de dois tornados no Paraná em um intervalo inferior a 24 horas. As ocorrências foram identificadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) entre o final da tarde de quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, afetando diretamente as populações dos municípios de Francisco Alves e Espigão Alto do Iguaçu.

Tornados no Paraná: tempestades provocam estragos
Tornados no Paraná: tempestades provocam estragos
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

Formação por supercélulas e estragos nas cidades

A origem dos fenômenos está associada ao surgimento de supercélulas, estruturas tempestuosas caracterizadas por correntes de ar em rotação no interior das nuvens, capazes de provocar vendavais, chuvas volumosas e queda de granizo. O primeiro evento ocorreu em Francisco Alves, na região Noroeste, atingindo uma área delimitada de propriedades rurais por volta das 17h. A tempestade teve curta duração, mas causou prejuízos totais para cerca de dez produtores locais.

Já durante a madrugada de quinta-feira, por volta das 0h40, o segundo evento atingiu o município de Espigão Alto do Iguaçu. O temporal danificou os telhados das escolas municipais Li Carlos Passaia e Pedro Rufino, localizadas no Distrito da Boa Vista de São Roque, além de derrubar quase completamente uma área de cultivo de eucaliptos nas proximidades da Coasul. A coordenadora da Defesa Civil local, Eliane Kwiatkowski, relatou que os levantamentos iniciais apontavam apenas rajadas intensas acompanhadas de precipitação, até a confirmação técnica emitida pelo órgão estadual de meteorologia.

Vítimas fatais e desabastecimento de energia

Paralelamente aos ventos no interior, o acumulado de chuvas resultou em uma tragédia na cidade de Ponta Grossa. Um deslizamento de encosta atingiu uma residência no início da manhã de quinta-feira, derrubando a parede de um cômodo e provocando o soterramento de um casal de 21 anos e de uma criança de 5 anos. Equipes do Corpo de Bombeiros confirmaram o óbito das três vítimas no local.

O balanço divulgado pela Defesa Civil indica transtornos decorrentes de enxurradas e alagamentos em ao menos dez municípios paranaenses. No setor de infraestrutura, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) reportou que dezenas de equipes trabalham na recomposição do sistema elétrico, que registrava mais de 22,9 mil imóveis desprovidos de energia em todo o território estadual, dos quais 7.500 concentram-se na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral. O quadro técnico do Simepar segue analisando os rastros de destruição para classificar a força dos eventos na Escala Fujita.

Perfil Brasil
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