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"Têm que pagar": o desabafo impactante do pai de menores que assaltaram taxista no Rio

Entenda a trajetória trágica dos irmãos de 14 e 16 anos e por que o próprio pai defende a redução da maioridade penal após o assalto gravado em vídeo

27 mar 2026 - 11h45
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O desabafo de um pai diante do crime cometido pelos próprios filhos, que são menores de idade, chocou os moradores do Rio de Janeiro nesta semana. Após a apreensão de dois adolescentes, de 14 e 16 anos, acusados de assaltar um taxista em Bento Ribeiro, na Zona Norte, o progenitor das crianças manifestou um posicionamento contundente.

O desabafo de um pai diante do crime cometido pelos próprios filhos, que são menores de idade, chocou os moradores do Rio de Janeiro
O desabafo de um pai diante do crime cometido pelos próprios filhos, que são menores de idade, chocou os moradores do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Em um vídeo que circula nas redes sociais, ele defendeu abertamente a redução da maioridade penal e afirmou categoricamente que os jovens precisam responder judicialmente pelo erro. "Eles têm que ficar apreendidos, pagar pelo erro. Sou a favor da redução da maioridade penal. Se voltar para casa, vai fazer de novo", declarou o homem, que ressaltou ser trabalhador, assim como a mãe dos seis filhos da família.

O crime, ocorrido na última segunda-feira, ganhou repercussão nacional devido às imagens de segurança instaladas no interior do táxi. No vídeo, os menores aparecem no banco de trás quando um deles saca uma arma e rende o motorista, chegando a revistar a vítima e levar dinheiro e celular. Um detalhe perturbador da gravação é a fala de um dos rapazes, que justifica a ação criminosa com uma frase emblemática sobre a dinâmica das comunidades: "Não gosto de fazer isso, meu negócio é traficar, mas, se eu não roubar, eu vou morrer". A frieza da abordagem contrasta com o perfil anterior dos jovens, especialmente do mais novo.

Desabafo do pai dos menores de idade viraliza

De acordo com o irmão mais velho dos adolescentes, o militar do Exército Messias Ruyval, o caçula de 14 anos era um estudante exemplar e introspectivo, fã de animes e jogos de celular. No entanto, a influência do irmão de 16 anos e a sedução pelo status do crime mudaram o cenário em apenas duas semanas. Messias relata que o irmão mais velho abandonou os estudos na 7ª série e mergulhou no tráfico aos 13 anos, influenciado por músicas de apologia ao crime e amizades erradas. "Quando o cara começa a ganhar dinheiro nessa vida, coloca um cordão de ouro, tira uma onda, isso chama a atenção das mulheres e faz o ego e o orgulho crescerem muito rápido", lamentou o militar.

A trajetória do adolescente de 16 anos é marcada por reincidências e riscos extremos. Há quatro meses, ele sofreu um grave acidente ao pilotar uma moto roubada a mais de 100 km/h durante uma perseguição na Avenida Brasil. Na ocasião, o impacto foi tão forte que o capacete rachou ao meio, mas o jovem sobreviveu. Após um período de internação e detenção, ele foi liberado em dezembro, retornando imediatamente às atividades ilícitas. A localização dos jovens foi um desafio para a polícia; o mais novo foi encontrado escondido no sótão da casa da família na Praça Seca, enquanto o mais velho foi capturado em Guadalupe, após tentar mudar a aparência tingindo sobrancelhas e cabelos de preto. Com eles, os agentes recuperaram o celular da vítima e a arma falsa utilizada no assalto, encerrando um ciclo de buscas que mobilizou até os pais, que anteriormente haviam arriscado a vida entrando em comunidades para tentar resgatá-los do "movimento".

Perfil Brasil
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