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WhatsApp ameaça acionar justiça contra abusos da plataforma

11 jun 2019
14h57
atualizado às 15h15
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O WhatsApp ameaçou tomar medidas legais contra aqueles que alegam publicamente terem capacidade de violar sua plataforma de mensagens, após o surgimento de uma série de empresas que anunciam produtos para contornar as restrições de uso do serviço.

06/04/2016
REUTERS/Thomas White
06/04/2016 REUTERS/Thomas White
Foto: Reuters

Uma investigação da Reuters descobriu em maio que os clones e ferramentas de software do WhatsApp estão ajudando profissionais de marketing digital e ativistas políticos indianos a contornar restrições antispam no período que antecedeu as eleições gerais da Índia.

Até agora, o WhatsApp concentrou as ações legais sobre abusos para os quais encontrou evidências internas.

No entanto, a empresa controlada pelo Facebook disse em uma mensagem intitulada "Uso não autorizado do WhatsApp" que a partir de 7 de dezembro vai agir mesmo se uma entidade fizer declarações públicas sobre capacidade de contornar restrições da plataforma.

A empresa disse que isso "serve como aviso de que tomaremos medidas legais contra empresas" por tais abusos. Uma porta-voz do WhatsApp não especificou que tipo de ação legal a empresa pode tomar.

Em maio, a Reuters informou que o WhatsApp estava sendo mal utilizado antes das eleições gerais na Índia, por meio do uso de aplicativos clone gratuitos e por meio de um software de 14 dólares que permitia que os usuários automatizassem a entrega de mensagens em massa no aplicativo.

O WhatsApp afirmou que vai continuar banindo contas do serviço por meio do uso de tecnologia de aprendizado de máquina. A empresa diz que bloqueia mais de 2 milhões de contas por mês no mundo por envios maciços de mensagens ou que apresentam comportamento de uso automatizado.

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