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Vídeo acusa Facebook de ganhar receita com falsos ‘curtir’

Segundo testes feitos pelo criador do vídeo e por um jornalista da BBC, perfis falsos curtem as páginas, mas não há engajamento com a marca

12 fev 2014
16h43
atualizado às 18h09
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Um vídeo no YouTube está sendo espalhado na web por acusar o Facebook de ganhar receita de publicidade através de falsas curtidas. O vídeo foi divulgado por Derek Muller pelo Veritasium, seu canal de vídeos sobre ciência, e já teve mais de 950 mil interações.

Muller fez a acusação baseado em um teste que realizou com a página do Veritasium no Facebook. Ele pagou à publicidade da rede social para promover sua página, e ganhou 80 mil seguidores, mas, segundo ele, a maioria deles eram usuários falsos de países em desenvolvimento.

Esse mesmo teste já tinha sido feito pelo jornalista da BBC Rory Cellan-Jones, que criou uma página falsa chamada “Virtual Bagel”. A descrição da página apenas dizia: “nós mandamos bagels para você pela internet - apenas faça o download e aproveite”. Cellan-Jones pagou a publicidade do Facebook e escolheu o público que gostaria de atingir, incluindo pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, Índia, Egito, Indonésia, Malásia e Filipinas. Em 24 horas, a Virtual Bagel já tinha 1.600 curtidas, vindas principalmente da Indonésia, Filipinas e Egito. Ao reduzir o público-alvo para usuários apenas dos Estados Unidos e Reino Unido, as curtidas também caíram.

Como resultado desses testes, Derek Muller e Rory Cellan-Jones perceberam que suas páginas não tinham engajamento dos usuários, apenas curtidas de perfis estranhos. Um deles, por exemplo, era de uma pessoa chamada Ahmed Ronaldo, do Cairo, mas o perfil tinha apenas fotos do jogador de futebol Cristiano Ronaldo e mais de 3 mil páginas curtidas.

Muller afirma no vídeo que as falsas curtidas também vêm de países desenvolvidos, como Canadá, Estados Unidos e Austrália. Em 2012, quando o jornalista da BBC divulgou sobre seu teste, o Facebook, logo em seguida, disse que identificou e deletou 83 mil perfis falsos, mas Muller também acusa a rede social de não ter apagado todas essas contas.

Em resposta ao vídeo, o Facebook afirmou que nos últimos dois anos, esteve empenhado em mostrar que os anúncios de sua plataforma geram resultados aos negócios de seus clientes. A nota da empresa também diz: “alcançar resultados reais não seria possível com curtidas falsas. Além disso, estamos constantemente melhorando o nosso sistema de monitoramento para remover eventuais curtidas que não sejam reais”. Sobre o questionamento dos usuários que curtem muitas páginas, a rede social afirma que "não significa que eles não sejam pessoas reais, pois pessoas reais apresentam múltiplos interesses".

 
Fonte: Terra
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