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País terá um computador por habitante em 2017, diz pesquisa

18 out 2012
07h55

O Brasil já atingiu a cota de um computador para cada dois habitantes e, dentro de seis anos, haverá um para cada brasileiro. É o que revela a pesquisa anual realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). Dados como o número de computadores em uso no país - 99 milhões - e a velocidade de venda das máquinas - uma por segundo - demonstram que os brasileiros de hoje vivem em meio a um

No Brasil, o preço dos computadores tem se mantido estável pelos últimos quatro anos
No Brasil, o preço dos computadores tem se mantido estável pelos últimos quatro anos
Foto: Shutterstock

boom

do mercado tecnológico.



"A expansão do mercado se ampara em um tripé", afirma o professor Fernando Meirelles, coordenador da pesquisa e diretor geral da FVG-EAESP. O primeiro fator é a isenção de impostos sobre equipamentos eletrônicos produzidos no Brasil, o que levou os computadores a sofrerem uma grande redução de preço. "Com R$ 1 mil, hoje, você compra eletrônicos que não poderia comprar anos atrás", observa o diretor. Outro quesito é o bom momento da economia nacional e a ascensão das classes C e D. Meirelles menciona também que "a percepção de utilização desses equipamentos aumentou muito nos últimos anos, as pessoas valorizam muito ter esses objetos".



Os telefones são outro fenômeno de vendas no Brasil: para cada computador, há duastelevisões e três telefones. Meirelles associa isso aos métodos pré-pagos de compra telefônica, que colocaram o Brasil no mesmo patamar dos Estados Unidos no uso de celulares. "Uma coisa inimaginável anos atrás", afirma o diretor.



Resultados mostram a inclusão digital

De acordo com a pesquisa, em 2000, existiam apenas 10 milhões de computadores no Brasil. Em 2008, o número cresceu para 50 milhões. Espera-se que, em 2014, sejam 140 milhões (dois para cada três brasileiros) até que, em 2017, se atinja o número de um para cada pessoa no país. Só nós últimos quatro anos, a quantidade de máquinas dobrou no País.



"Cada vez mais domicílios terão computadores", afirma Meirelles, que explica que dentro da categoria computador estão os PCs e os notebooks. "Obviamente, a classe alta vai ter mais máquinas por casa do que a classe C e D. A inclusão digital vai ocorrer, mas não haverá uma democratização, no sentido de que todos não terão exatamente a mesma quantidade de equipamentos", observa o professor. De acordo com eles, o preço dos computadores caiu aproxidamente 15% nos últimos anos e seu preço em dólar está estável há quatro anos, variando no Brasil devido à oscilação da moeda.



"O preço chegou a um patamar bastante acessível", diz Meirelles, que acredita que o custo se manterá estável. Ele lembra, porém, que existe uma categoria de computadores que permanece cara há anos: as máquinas de tecnologia de ponta. "Eles não ficam mais baratos. Até hoje, custam aproximadamente R$ 8 mil", pontua.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
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