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Na França, coronavírus causa enxurrada de golpes digitais

Fraudadores têm criado sites fajutos para oferecer produtos inexistentes a clientes desesperados

23 mar 2020
11h59
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Com mais pessoas em casa devido ao confinamento, tem subido o número de golpes virtuais na França. De máscaras de qualidade duvidosa a vacinas milagrosas falsas, fraudadores têm criado sites fajutos para oferecer produtos inexistentes a clientes desesperados.

Até mesmo o Facebook tem sido usado pelos fraudadores para enganar os cidadãos franceses. Já foram removidos mais de 10 mil ofertas ilícitas, de acordo com o jornal Le Monde.

Desde o início dos casos de coronavírus no país, em janeiro, uma plataforma para receber denúncias de atos ilegais recebeu 100 relatórios, dos quais 25% relacionados a fraudes.

No início de março, a Interpol já havia alertado para os riscos de fraudes em decorrência da pandemia do coronavírus.

Em 16 de março, o jornal Le Parisien revelou que um atacadista encomendou máscaras e álcool em gel para uma empresa fictícia no valor de 6,6 milhões de euros (R$ 35,6 milhões). Na ocasião, os golpistas se disfarçaram de fornecedores regulares, receberam o material e desapareceram. O dinheiro foi parar em Singapura.

Outra técnica é a de modificar o nome correto das ordens de transferências, de modo que os funcionários transferem recursos para contas de usurpadores, informa o jornal Le Monde. Assim, as empresas fazem pedidos que nunca chegam. Desde 2010, essa modalidade de crime já tirou 732 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões) do caixa das empresas.

Agora, os indivíduos também têm sido alvo de golpes. Tanto que o governo francês criou um site alertando que fraudadores estão vendendo máscaras, álcool em gel, oferecendo consultas virtuais, medicamentos milagrosos e vacinas que não existem.

"A reprensão virá com a apresentação de queixas criminais, mas nossa prioridade é impedir que os consumidores sofram abusos", afirmou Loïc Tanguy, diretor de gabinete da Direcção-Geral de Concorrência, Assuntos do Consumidor e Prevenção de Fraudes. "Todos os nossos investigadores cibernéticos trabalham em tempo integral no assunto desde o início do mês".

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Estadão
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