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Fraudes virtuais: MP denuncia hackers por roubo de R$ 30 mi

Em um dos golpes os suspeitos enviavam emails ou mensagens de texto se passando por instituições bancárias

17 set 2018
12h17
atualizado às 12h22
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou nesta segunda-feira, 17, uma denúncia contra 237 integrantes de uma organização criminosa suspeita de aplicar fraudes bancárias virtuais e de lavagem de dinheiro, causando prejuízo estimado de mais R$ 30 milhões.

Moedas de um real em foto ilustrativa
15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Moedas de um real em foto ilustrativa 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos
Foto: Reuters

Em comunicado, o Ministério Público afirmou que a denúncia foi apresentada como parte da segunda fase da operação Open Doors, deflagrada originalmente em agosto de 2017. Foram expedidos 45 mandados de prisão a serem cumpridos pela Polícia Civil nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Bahia. O MPRJ diz essa que nessa nova denúncia são acusados os hackers integrantes da organização que tinham domínio sobre os golpes aplicados.

Um desses golpes é conhecido como "trampo físico". Nesse golpe, segundo o MPRJ, os suspeitos enviavam emails ou mensagens de texto, se passando por instituições bancárias e alertando sobre a suposta necessidade de atualização de segurança da conta, indicando link de acesso. Ao clicar no link, a vítima era direcionada para um site malicioso, que capturava as informações de sua conta, possibilitando a retirada fraudulenta de valores.

Em um outro tipo de golpe, um dos hackers ligava para as potenciais vítimas, se passando por um funcionário de uma instituição bancária, para obter dados pessoais. "No passo seguinte, o golpe tinha continuidade, conseguindo o agente criminoso ludibriar, inclusive, funcionários do setor financeiro de grandes corporações", informou o Ministério Público.

Com os golpes, o MPRJ estima que a organização tenha roubado mais de R$ 30 milhões entre 2016 e 2017. A denúncia aponta, ainda, que após as fraudes, os integrantes da organização lavavam o dinheiro roubado com a compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais.

"Somando-se as duas etapas, a Open Doors já identificou e indiciou 320 indivíduos em todo o Brasil — numa clara demonstração de que o grupo criminoso é extremamente estruturado e, sua atuação, complexa", afirmou o MPRJ.

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Estadão
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