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Os desafios e oportunidades do “novo normal” para a Samsung

O isolamento social fez a tecnologia substituir contatos presenciais, e isso traz um novo panorama para as empresas do setor

13 ago 2020
11h58
atualizado às 17h16
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A marca de eletrônicos Samsung adicionará a sua linha de produtos Galaxy mais cinco novidades: os smartphones Note 20 e Z Fold 2; o tablet Tab S7; o fone de ouvido sem fio Buds Live; e o relógio inteligente Galaxy Watch3. Esses futuros lançamentos, que devem sair ainda este ano, foram apresentados ao público na última semana (05/08) durante o evento Unpacked, que foi transmitido ao vivo na internet diretamente da Coreia do Sul.

Por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), e a recomendação de evitar aglomerações, o evento anual contou apenas com uma plateia virtual via videochamada. As dificuldades impostas pelo isolamento social, inclusive, foram tema da apresentação da marca, que diz ter lançado produtos adequados ao “novo normal”. 

Durante o evento, outro tópico bastante abordado pela empresa foi a necessidade de aparelhos que incentivem a produtividade e também contribuam para um estilo de vida multitarefa. Pensando nisso, a Samsung anunciou diversas integrações entre seus novos produtos e o sistema operacional Windows 10, da Microsoft, como, por exemplo, a sincronização entre o aplicativo Galeria com o OneDrive.

Quais são os benefícios dessa conexão entre os aparelhos? O que isso traz para o dia a dia do consumidor? Em entrevista ao Terra, o gerente sênior de produto na divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, Renato Citrini, respondeu a esses questionamentos e também falou sobre a visão da companhia para o futuro dos dispositivos eletrônicos.

O gerente sênior de produto na divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, Renato Citrini
O gerente sênior de produto na divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil, Renato Citrini
Foto: Samsung Brasil / Divulgação

Terra: Uma grande parte do Unpacked falou sobre o “novo normal”. Como a Samsung enxerga que vai ser esse pós-pandemia?

Renato Citrini (RC): Com o isolamento social, a utilização da tecnologia se intensificou ainda mais. A partir do momento que a gente não tem mais o contato social, a gente percebeu o crescimento no uso de todos os dispositivos, não só de smartphones, mas também de tablets e fone de ouvido. Com isso, o aprofundamento do uso da tecnologia vai mudar de patamar. Será que eu preciso me deslocar tanto pela cidade? Será que não posso fazer uma chamada de vídeo e resolver essa questão? As ferramentas tecnológicas nos dão essa possibilidade de trocar informação e substituir algumas situações presenciais.

Terra: Levando em consideração os novos lançamentos, como a Samsung planeja “entrar” no novo normal das pessoas?

RC: Na Samsung, nós enxergamos três grandes pilares em que a tecnologia vai evoluir para usarmos no nosso dia a dia. Olhamos muito forte para o 5G, que já é realidade em alguns países. Essa tecnologia traz mais velocidade de conexão, conecta mais dispositivos em uma mesma área, e traz uma confiabilidades enorme em todos os comandos por ter uma latência menor. Você tem aí uma possibilidade de novos serviços. O segundo pilar é o da inteligência artificial, que cada vez mais torna possível que dispositivos aprendam os gostos do usuário. O terceiro pilar é o de internet das coisas (IoT). Cada vez mais o que hoje a gente acha estranho estar conectado vai estar conectado, indo de portas e janelas até câmeras de segurança e campainhas.

Terra: O Unpacked mostrou uma experiência quase fluida entre todos os dispositivos. O quanto que isso é importante para essa experiência de tecnologia do “novo normal”?

RC: Não focamos apenas no lançamento de um produto, mas sim uma série de produtos, todos eles interconectados e com diversos serviços que você pode utilizar, ou usando um ou usando outro. A gente vem de uma evolução de, sei lá, cinco, dez anos do smartphone se tornando o centro de nossas interações, absorvendo funções de outros produtos, como a câmera digital e o rádio-relógio, por exemplo. Agora, com esse tipo de ecossistema, a gente volta para um caminho inverso, ou seja, o celular se comunica com esses dispositivos, mas esses dispositivos têm vida própria.

Terra: Os novos dispositivos estão sendo desenvolvidos com um foco na produtividade. Como isso vai impactar os usuários?

RC:  A gente vinha falando muito de como as pessoas usam os smartphones tanto para trabalho, quanto para lazer, diversão. Eu acho que, no isolamento, isso passou a ser mais nítido porque passamos de um mundo para o outro em questão de segundos. A hora que a gente anuncia um Galaxy Note 20 ou um Galaxy Z Fold 2, trazendo a questão da produtividade, de fazer cada vez menos coisas em menos tempo, tanto faz se isso é para o seu trabalho ou se é a lista do supermercado, a questão é como eu trago a conectividade desses dispositivos para resolver as questões do meu dia a dia.

Terra: Falando em Z Fold 2, o que podemos esperar dele? Houve muitos incrementos na parte estrutural do aparelho…

RC: Nessa segunda versão do Fold, a gente coletou muitos feedbacks de usuários, inclusive do Brasil, do que poderia mudar, atualizar, e melhorar alguns recursos. A primeira mudança, que chama mais atenção à primeira vista, é a tela externa, que aumentou de 4.6” para 6.2”. Ele é mais fino, tanto fechado, quanto nas dobradiças, então, deixamos ele menos grosso para ficar confortável no bolso. E a gente traz mais tecnologia de tela também, já que o display será composto pelo mesmo vidro que protege o Z Flip. É um vidro flexível e ultrafino, que foi uma tecnologia desenvolvida por nós nos últimos anos.

Fonte: Equipe portal
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