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Fintech argentina Pomelo recebe aporte de R$ 190 mi para operar no Brasil

A startup de tecnologias de pagamento já tem uma sede na Argentina e quer usar o aporte Série A para começar a operação no Brasil e no México

21 out 2021 17h59
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A Pomelo, fintech argentina de gerenciamento de cartões, anunciou nesta quinta-feira, 21, o recebimento de um aporte no valor de R$ 190 milhões, liderado pelos fundos Monashees, Index Ventures, Insight, QED, SciFi, Greyhound e Box Group. O investimento Série A é o segundo cheque do ano recebido pela startup.

O investimento vai ajudar, principalmente, na expansão da operação pela América Latina e na construção de novos mercados e produtos. Investir no Brasil é uma das maiores metas da empresa, que também atua na Argentina e no México.

Hernan Corral (esq.), Gastón Irigoyen (centro) e Juan Fanton (dir.) são os fundadores da Pomelo
Hernan Corral (esq.), Gastón Irigoyen (centro) e Juan Fanton (dir.) são os fundadores da Pomelo
Foto: Pomelo/Divulgação / Estadão

"Ainda temos dinheiro do nosso aporte seed, então essa captação adicional faz com que nosso balanço esteja em uma posição muito forte no mercado. Queremos investir pesado. A maior parte vai para o aumento no número de funcionários, para acelerar o desenvolvimento de produtos e expandir regionalmente", afirma Gastón Irigoyen, presidente da Pomelo, em entrevista ao Estadão.

Apesar de ter sido criada na Argentina, a Pomelo não se identifica como originária de um país em específico, mas nasce com o propósito de construir um DNA latino-americano desde a fundação - é um discurso cada vez mais adotado pelas startups da região. O investimento, um dos maiores na categoria Série A, vai permitir justamente que a operação se inicie no Brasil e no México simultaneamente, além de manter a operação na Argentina.

Criada em 2021 por Gastón Irigoyen, Hernan Corral e Juan Fanton, a fintech trabalha com serviços financeiros para empresas. A Pomelo funciona como uma ponte no oferecimento de cartão de crédito e débito, com infraestrutura de especialistas e plataformas dedicadas, responsável pelo processo financeiro das transações — em formato whitelabel, a empresa quer viabilizar que empresas possam montar seus negócios sem se preocupar em montar sua própria equipe de burocracia financeira.

No momento, a empresa possui três produtos, que podem ser utilizados pelos clientes de maneira independente: contas eletrônicas virtuais pré-pagas, cartões pré-pagos recarregáveis (físicos ou virtuais) e serviço de criação de novos usuários. Em todas as modalidades, a Pomelo segue um modelo de negócios baseado em uma taxa cobrada por uso dos serviços — nenhuma cobrança inicial é feita e a startup garante que, caso os cartões estejam inativos, eles também não são incluídos nas tarifas mensais.

Nos planos da empresa, 2022 será o ano em que a operação nos três países vai estar, de fato, em funcionamento. A intenção é fornecer os serviços nos três mercados para, depois, expandir para o restante da América Latina — inicialmente, Colômbia e Peru estão na mira da fintech. Entretanto, ainda neste ano, Irigoyen quer ver seu produto funcionar na Argentina: a empresa estima que, com os clientes que já possui, poderá ver o negócio funcionar já nas compras de final de ano dos 'hermanos'.

Entrada no Brasil

Para as terras brasileiras, a Pomelo aposta em investimento e um olhar próprio para o mercado que considera ser o seu maior no portfólio nos próximos anos. Embora já esteja por aqui, os serviços devem começar a ser oferecidos apenas nos próximos meses, indicando que o momento, agora, é de reconhecimento de território.

A cautela, porém, não impede a empresa de pensar do mesmo tamanho dos desafios em um país continental como o Brasil. Para isso, a alocação de funcionários para cuidar especialmente da operação no País vai ser uma das prioridades na empresa.

"Nós já temos uma equipe de 50 pessoas trabalhando no País e, em algum momento no próximo ano, serão mais de 100 funcionários no Brasil, o que significa que a expansão internacional para nós é muito importante", explica Irigoyen. "Nossa empresa é uma startup latino-americana, não pensamos em nós mesmos como uma empresa de um país ou de outro. Mas, se você me perguntar qual mercado vai ser mais importante para nós nos próximos anos, com certeza será o Brasil".

*É estagiária sob supervisão do editor Bruno Romani

Estadão
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